
Bom era isto, ando escrevendo pouco por aqui por que a correria anda grande, tento responder todos os emails
Estou com um projeto que pode se tornar mais um livro, mas com certeza não vai ser publicado este ano, o trabalho ta corrido, o filho ta grande e cada dia mais parecido comigo, mas o importante é que tem saúde
Daqui a 3 dias faz 5 meses.
Nos vemos dia 21 a noite no Senac e dia 24 na faculdade Dom Bosco no Jug Day!
Tags: 2009, jugday, palestra, produtividade, rsjug, Ruby, senac
Bom, no último post eu disse para você não ser repetitivo, e não escrever nos comentários o que o seu código faz. Se você precisa comentar o que o seu código faz, você realmente precisa refatorar o seu código e torna-lo mais legível …
Mas comentários no código não são sempre ruins, o ruim é você escrever em português o que o seu código faz em java, mas existem diversas situações que veremos a seguir onde os comentários são ótimos, ou pelo menso são úteis …
Por exemplo, na interface pública de um serviço, um JavaDoc informando para que serve aquele serviço e com exemplos de utilização são sempre muito bem vindos, principalmente se este comentário informar quais são as validações que serão feitas nos parâmetros e quais são as restrições ao uso daquele serviço …
Eu não posso pegar exemplos de projetos em que estou trabalhando por que isto seria motivo para demissão por justa causa por quebra de sigilo ![]()
Então vamos ficar com alguns exemplos públicos e alguns exemplos mais simples que eu conseguir pensar na hora …
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 | /** * This is the only interface you need to create and manage system users, but if you need to manage user privileges take a look at the @link{PrivilegesService} interface */ public interface UsersService { /** * This method should be used only if you are already authenticated in the system, do no forget to send the session id header when calling methods that are not public like this one. * To create a user you need to provide all the needed information, this method will create user in the database and then will try to create the user in the backend system, if the creation works the two accouns will be linked otherwise the database reccord will be erased. * @param userName the user name must be unique within the LDAP domain, this means that there can * @param password * @param email */ public User createUser(String userName, String password, String email); } |
Neste exemplo, não há necessidade alguma de colocar um comentário dizendo que o método createUser cria um usuário, mas o javadoc do exemplo informa de algumas pré condições para a execução do método e também diz qual o fluxo de execução e possíveis falhas. Como neste exemplo o UsersService é a interface publica de um serviço, esta documentação é bastante bem vinda, pois vai ajudar os usuários que vão acessar o serviço a saber o que fazer antes de criar um usuário e a saber possíveis motivos para as falhas.
Bom, acho que todos os outros exemplos que eu procurar vão ser parecidos com isto, resumindo este post e o anterior:
Se um comentário diz o que o método faz, o código é um lixo ou o comentário é redundante, o que o método faz tem que ser óbvio pelo nome do método
Se o comentário diz quando o método deve ser utilizado, algumas pré condições, o fluxo de execução, possíveis erros, e principalmente se ele esta em uma interface publica do sistema, que vai ser entregue a outra equipe/programador/empresa. o comentário é útil
Se o comentário esta em algum método ou variável privada, provavelmente tem algum problema por ai.
Acho que com isto eu encerro este assunto de comentários, eu posso ter me expressado errado, ou o mais provável, muitas pessoas leram o título do post e saíram berrando antes de ler o resto, mas a idéia básica é, o seu código tem que ser muito fácil de ler, os nomes das classes, métodos, variáveis, pacotes e quaisquer arquivos envolvidos no sistema devem dizer o que são, para que servem e por que estão ali. Se você esta colocando um comentário que diz que o método “create” cria um usuário, você deveria chamar o método de “createUser”, mas se o comentário esta informando o usuário do método de que o nome de usuário utilizado não precisa ser único mas o email sim, pois é este o campo utilizado como chave, ai você tem um comentário útil (e um sistema extranho
).
Não é por que o seu código tem comentários que ele é um lixo, mas tome cuidado por que é muito fácil utilizar comentários como desculpa para código ruim. E neste caso, talvez você precise estudar um pouco de rafactoring.
Tags: comentarios, lprodjava, produtividade, qualidade, refactoring

Bom, eu curti a idéia e fiquei pensando em como implementar isto, pelo menos em projetos Java, disto sairam estes “code snippets” abaixo …
Bom, normalmente trabalho com o ANT para fazer o build de projetos Java, e tenho utilizado o Subversion (sim, eu conheço o GIT e gosto dele, mas no momento não vai rolar no trampo, mas uso para projetos pessoais
)
Então, fui a página do subversion e baixei o SVNANT, desenvolvido pelo pessoal do subclipse, e integrei ele no meu build assim:
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 | <path id="svn_tasks"> <fileset dir="${directory_you_unzipped_the_svnant_package}" includes="svn*.jar"> </fileset> </path> <taskdef classpathref="svn_tasks" resource="org/tigris/subversion/svnant/svnantlib.xml" /> <target name="_setup_svn_info"> <svn failonerror="false" javahl="true" svnkit="false"> <info target="${basedir}" verbose="true"/> </svn> </target> |
Depois disto, em qualquer parte do build em que você for criar um .jar, .war ou qualquer tipo de pacote java, basta fazer algo parecido com isto:
1 2 3 4 5 6 7 8 9 | <target name="build_jar" depends="_setup_svn_info,compile"> <jar destfile="${dist.dir}/${jar.name}"> <fileset dir="${basedir}/bin" includes="*.*" /> <manifest> <attribute name="SVN-URL" value="${svn.info.url}" /> <attribute name="SVN-REV" value="${svn.info.rev}" /> </manifest> </jar> </target> |
Claro que o importante é o depends e o manifest, o resto vai depender do seu build, isto não é nem um exemplo real, escrevi direto aqui no blog para dar a idéia, então se tiver algum problema com o código me avisem nos comentários
Mas isto não é útil se você não conseguir ler o MANIFEST.MF do .jar onde a sua classe se encontra, então estou colocando aqui também um exemplo de código para isto, mas lembre-se de alterar o nome da classe para cada pacote, caso contrário você nunca saberá de qual pacote a classe esta sendo carregada
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 | package blog.urubatan; import java.io.File; import java.io.FileInputStream; import java.io.FileNotFoundException; import java.io.IOException; import java.net.URISyntaxException; import java.net.URL; import java.util.jar.Manifest; public class ExemploDoUrubatan { private Manifest manifest; private void initManifest() throws URISyntaxException, FileNotFoundException, IOException { Class<?> clazz = getClass(); URL classContainer = clazz.getProtectionDomain().getCodeSource() .getLocation(); File manifestContainer = new File(classContainer.toURI()); File metaInf = new File(manifestContainer, "META-INF"); File manifestFile = new File(metaInf, "MANIFEST.MF"); manifest = new Manifest(new FileInputStream(manifestFile)); } public ExemploDoUrubatan() throws URISyntaxException, FileNotFoundException, IOException { initManifest(); } public String getSvnUrl() { return manifest.getMainAttributes().getValue("SVN-URL"); } public String getSvnRevision() { return manifest.getMainAttributes().getValue("SVN-REV"); } public static void main(String[] args) throws FileNotFoundException, URISyntaxException, IOException { ExemploDoUrubatan ex = new ExemploDoUrubatan(); System.out.println(ex.getSvnUrl()); System.out.println(ex.getSvnRevision()); } } |
Se for a versão de um arquivo .war o código pode ser colocado em um servlet com uma URL conhecida, ou em um listener que vai guardar esta informação no servlet context para ser impresso depois por uma URL conhecida …
Se o servlet for a opção selecionada, o código ficaria parecido com isto:
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 | package blog.urubatan; import java.io.File; import java.io.FileInputStream; import java.io.IOException; import java.io.PrintWriter; import java.util.jar.Attributes; import java.util.jar.Manifest; import javax.servlet.ServletException; import javax.servlet.http.HttpServlet; import javax.servlet.http.HttpServletRequest; import javax.servlet.http.HttpServletResponse; public class ServletExample extends HttpServlet { private static final long serialVersionUID = 1L; @Override protected void doGet(HttpServletRequest req, HttpServletResponse resp) throws ServletException, IOException { super.doPost(req, resp); } @Override protected void doPost(HttpServletRequest req, HttpServletResponse resp) throws ServletException, IOException { String warRoot = getServletContext().getRealPath("."); File manifestContainer = new File(warRoot); File metaInf = new File(manifestContainer, "META-INF"); File manifestFile = new File(metaInf, "MANIFEST.MF"); Manifest manifest = new Manifest(new FileInputStream(manifestFile)); PrintWriter writer = resp.getWriter(); Attributes mainAttributes = manifest.getMainAttributes(); String svnUrl = mainAttributes.getValue("SVN-URL"); String svnRev = mainAttributes.getValue("SVN-REV"); writer.format("URL: %s\nRev:%s\n", svnUrl, svnRev); } } |
Com isto, pelo menos para projetos java, já cobrimos duas das situações mais comuns, que são saber a versão de uma API e saber a versão de uma aplicação WEB.
Com isto já é possível verificar o deploy de aplicações durante o build se o script for um pouco mais inteligente, o pessoal de testes tem condições de dizer exatamente qual foi a build que gerou o problema, é possível construir um “dashboard” com a versão de tudo que é utilizado no sistema, facilitando bastante a identificação de onde o problema ocorre, e principalmente, no caso de clusters, permitindo que seja verificada a versão em cada um dos nós de uma forma fácil …
Agora no caso do Rails, eu ainda não consegui decidir qual a melhor abordagem para isto …
criar um arquivo com estes meta dados dentro do diretório config, atualizar este arquivo por uma task rake toda vez que for executar um deploy via capistrano e criar um controller para informar a versão?
As gems já tem um mecanismo de versionamento, seria só atualizar a versão da gem a cada build, coisa que pode ser feita até com keywork expansion, ou utilizando o mesmo esquema do rake mencionado antes.
Bom, vou pensar mais nisto, derepente rola até criar um plugin para aplicações rails pra facilitar a vida ![]()
O que vocês acham?
Tags: Java, lprodjava, produtividade, ruby on rails, sis
Eu sei que já falei sobre comentários antes, mas acho que a abordagem não agradou muito, a maior parte das pessoas leu só o título do post e não prestou atenção no texto, então vamos tentar uma abordagem diferente.
Este post é o primeiro de uma série de 2, o próximo post vai dizer que é necessário comentar o código, mas com comentários decentes, então, sem gritaria por aqui por enquanto, ok?
Mas vamos ao que interessa …
Na minha opinião, qualquer programador Java, ou até mesmo, qualquer programador, que colocar os olhos no código abaixo, vai entender quase que instantaneamente o que ele faz, se alguem não concordar com isto, avise por favor …
1 2 3 4 5 6 | new EmailMessage() .from("exemplo@urubatan.com.br") .to("gerente@empresa.com") .withSubject("Aprovação de processo") .withBody("Descrição bastante detalhada do que precisa ser aprovado") .send(); |
(sim, copiei o exemplo do blog do GC
)
Então, eu acredito que se alguem quiser colocar um comentário neste código dizendo algo do tipo:
Vai estar simplesmente sendo repetitivo, e poluindo o código com comentários inúteis, isto seria dizer o que o código faz, e se você comenta o que o seu código faz você é sim um perdedor que gosta de jogar trabalho no lixo!
Ahh, mas e se meu código não é assim tão claro? E se meu código é parecido com isto:
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 | // create some properties and get the default Session Properties props = new Properties(); props.put("mail.smtp.host", _smtpHost); Session session = Session.getDefaultInstance(props, null); // create a message Address replyToList[] = { new InternetAddress(replyTo) }; Message newMessage = new MimeMessage(session); if (_fromName != null) newMessage.setFrom(new InternetAddress(from, _fromName + " on behalf of " + replyTo)); else newMessage.setFrom(new InternetAddress(from)); newMessage.setReplyTo(replyToList); newMessage.setRecipients(Message.RecipientType.BCC, _toList); newMessage.setSubject(subject); newMessage.setSentDate(sentDate); // send newMessage Transport transport = session.getTransport(SMTP_MAIL); transport.connect(_smtpHost, _user, _password); transport.sendMessage(newMessage, _toList); |
Bom, se o seu código é assim, então você precisa estudar um pouco de refactoring ![]()
Ahh, mas estou alterando uma parte da aplicação com muito código legado …
Bom, você deveria utilizar pelo menos alguns “extract method” para facilitar um pouco a leitura, e não comentar o que o código faz.
Imaginem a seguinte cena:
Você esta caminhando na rua e entra em uma loja, no momento em que você entra na loja, vê uma placa escrito: Roupas masculinas
Dois passos adiante, um vendedor chega e diz: Senhor, aqui o senhor vai encontrar roupas masculinas
Mais alguns passos e outro vendedor: Vendemos roupas masculinas aqui senhor.
E mais outra placa dizendo: Aqui roupas masculinas
Se você ainda estiver na loja e não bater no próximo que lhe visar que ali são vendidas roupas masculinas, no mínimo acabou de ocorrer um desperdício absurdo de esforço para informar exatamente a mesma coisa.
E este caso do email não é um dos mais comuns, o motivo deste post é que em muitos lugares eu vejo código parecido com:
1 2 3 4 5 6 | /** * Set's the active property */ public void setActive(boolean active) { this.active = active; } |
(Isto não é uma critica a ninguém especifico e a todos os que já escreveram código assim, não foi uma nem duas vezes que vi isto por ai …)
um método de nome “setActive” com o comentário “Set’s the active property” é no mínimo redundância, e desperdício de tempo.
Então, eu não estou dizendo, nunca comentem o seu código, mas estou dizendo, se você precisa dizer o que o seu código faz, o seu código tem problemas, mas comentários são úteis, principalmente em interfaces públicas se você estiver informando por que ou como o código faz o que faz …
Mas tenha como regra, é proibido um comentário dizendo o que o código faz, pois ele é um sinal de que o código esta muito ruim!!
Ahh, e só para terminar, a biblioteca que permite aquele código de envio de emails bonitinho é a “Fluent Mail API” e o nome desta “técnica” é “Fluent Interfaces”, uma “técnica” bastante utilizada por quem trabalha com “Domain Driven Design”, e DDD faz Orientação a Objetos realmente mais divertida e mais útil, vou falar mais sobre isto em breve
.
Tags: comentarios, ddd, fluent interface, Java, lprodjava, produtividade

Bom, acho que era isto, seguem os slides …
Quaisquer dúvidas é só deixar um comentário por aqui …
PS.: fiz o upload errado como um usuário guest no slideshare também, mas o oficial é o acima que esta na minha conta do slideshare
Tags: engine, palestra, plugin, produtividade, rails, reutilização, Ruby, ruby on rails
Para quem acha que o título deste post esta contraditório, lamento informar, mas você esta completamente equivocado.
Você conhece algum especialista? De preferência algum que esteja ai pertinho de você.
Se conhece por exemplo um especialista em Java ou .NET, chega pra ele e pergunta se ele conhece algum dos seguintes assuntos:
Acredito que a resposta vai ser sim para todos, ou pelo menos a grande maior parte destes itens. E isto são só coisas genéricas, imagina se começarmos a detalhar a sopa de letrinhas existente no mundo Java EE ou no .NET.
Pois é mais ou menos isto que estou querendo dizer, um especialista precisa saber um monte de coisas para se tornar um especialista em uma delas.
A forma mais fácil que eu conheço para melhorar muito e muito rápido a qualidade do código que você escreve em uma linguagem é aprendendo outra linguagem de programação.
Tem gente que diz que o ideal é aprender uma linguagem nova por ano, e com certeza, o período da minha vida profissional que eu mais melhorei foi quando aprendi várias linguagens em um período curto de tempo.
Quando eu era mais novo (coisa de velho escrever isto
) o meu chefe na época disse que um especialista é alguem que sabe cada vez mais sobre cada vez menos, e que um super especialista é alguem que sabe absolutamente tudo sobre absolutamente nada …
Ach oque este conceito esta um pouco desatualizado, até por que por este conceito, um super especialista é o cara que sabe absolutamente tudo sobre absolutamente nada.
Pelo menos na minha opinião, eu espero que um especialista em Java por exemplo, consiga criar um pacote EAR padrão Java EE para uma aplicação composta por dois módulos web e três módulos EJB além de algumas bibliotecas utilizadas por todos os módulos.
Para fazer isto, o cara vai ter que conhecer no mínimo muito XML, vai ter que saber o que são meta dados, vai ter que saber quais meta dados foram definidos via anotações no código e quais ele vai querer sobre escrever com XML. Vai ter que conhecer a estrutura de um arquivo EAR, a estrutura de um arquivo WAR e qual a diferença entre um arquivo jar de uma biblioteca e de um módulo EJB.
Para entender direito o que ele ta fazendo, ele vai ter que conhecer o protocolo HTTP, por conseqüência o protocolo TCP e o IP. Além de precisar entender de RMI que é utilizado para chamada dos EJBs, RMI também funciona sobre TCP.
Se o servidor for rodar em cluster, é necessário saber como este cluster esta configurado, a maior parte dos servidores Java EE utiliza o protocolo IIOP/IP, o mesmo do corba, já que pela especificação Java EE todo EJB pode ser chamado utilizando CORBA também, e que o IIOP/IP permite roteamento muito mais fácil do que o RMI direto.
E isto tudo só para começar.
Se o especialista em java precisar também configurar o servidor de aplicações também ai aumenta bastante a quantidade de coisas que ele vai ter que saber só para poder ser chamado de especialista em Java e nem chegamos na parte de desenvolvimento ainda …
Claro que isto ainda é só a minha opinião, mas para ser um especialista em java, o cara tem que saber muito bem Orientação a Objetos, Reflexão, Refactoring e mais Refactoring, AOP, a diferença entre excessões checadas e não checadas, para que serve cada tipo de collection, todas as classes no mínimo dos pacotes java.lang e java.util e mais um monte de outras coisas.
Só para finalizar.
Vocês não vão conseguir se tornar especialistas em nada da noite para o dia. Isto vai demorar bastante, e mesmo que você queira ser especialista em .NET por exemplo, você vai ter que estudar muitas outras coisas.
A pior coisa que tem é programador bitolado que acha que a única linguagem/ferramenta/time/religião que presta é a que ele conhece agora …
(isto foi um misto de dicas com desabafo
)
Tags: conceito, lprodjava, produtividade
Ok, o título deste post ficou meio estranho, mas como muita gente diz que isto é magia negra mesmo, então até que o título não esta tão ruim ![]()
Uma coisa que eu vejo bastante por ai, e não é de hoje, é que grande parte dos programadores Java não faz idéia do que seja Reflection, e normalmente tem medo de escrever, ou até mesmo de ler código “complicado”.
Não vou dizer que reflection é simples, mas é um recurso extremamente poderoso do Java que todo programador Java deveria conhecer.
Reflection em java, é como o nome diz, a possibilidade de programaticamente, visualizar um reflexo de um objeto ou uma classe, e como em um espelho, é possível também distorcer um pouco esta imagem quando necessário.
Como no reflexo em um espelho, o que você visualiza, não é o objeto real, apenas um reflexo deste, mas como na física, você pode deduzir como interagir com o objeto real, utilizando o seu reflexo.
Quando eu escrevi isto, lembrei de uma cena de um filme muito velho, acho que era “fúria de titâs” ou algo assim, onde alguem utilizava o reflexo da medusa em um escudo para lutar com ela sem se transformar em pedra.
Mas voltando ao assunto, reflection, é a possibilidade, de em tempo de execução, diversas informações sobre um objeto qualquer, incluindo mas não se limitando a seguinte lista:
Via reflexão também é possível por exemplo, executar as seguintes ações em um objeto de uma classe que não existia no momento em que o código foi desenvolvido (um plugin por exemplo):
Claro que estes são só exemplos, a API de reflection adiciona muito mais flexibilidade do que isto, principalmente quando combinada com algum framework de AOP ou com a API de criação de Proxies disponível no próprio Java.
Mas para fazer tudo isto, é necessário conhecer algumas classes que a maior parte dos programadores Java não se preocupam em conhecer.
Só um detalhe antes de apresentar as novas classes, apenas combinando a API de reflection com a API de Proxies e o suporte a annotations do Java 5 é possível implementar todos os recursos do EJB3 por exemplo.
Agora vamos aprender a usar espelhos para fazer mágica
Agora um exemplo básico, por que acredito que vocês não conseguiram entender muita coisa até aqui, mas eu prometo que depois de um exemplo as coisas vão ficar um pouco mais claras.
Este exemplo, razoavelmente simples, vai listar todos os métodos e atributos públicos em uma classe.
Para o exemplo se tornar um pouco mais divertido, o nome da classe deve ser passado como parâmetro, isto também faz você poder listar uma classe que não existia quando o programa foi compilado.
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 | package test; import java.lang.reflect.*; public class List { public static void main(String[] args) throws Exception{ if(args.length!=1) throw new Exception("Voce precisa informar o nome da classe como unico parametro"); Class<?> clazz = Class.forName(args[0]); printClassInformation(clazz); printClassAttributes(clazz); printClassMethods(clazz); } public static void printClassInformation(Class<?> clazz) throws Exception { System.out.println("Class Name: " + clazz.getName()); } public static void printClassAttributes(Class<?> clazz) throws Exception { for(Field f : clazz.getDeclaredFields()){ System.out.format("\t--Private Attribute Name: %s, Attribute Type: %s\n",f.getName(),f.getType().getName()); } } public static void printClassMethods(Class<?> clazz) throws Exception { for(Method m : clazz.getMethods()){ System.out.format("\tMethod Name: %s, Return Type: %s, Parameter Types: %s\n",m.getName(),m.getReturnType().getName(),m.getParameterTypes().toString()); } } } |
Compile este exemplo, e execute passando por exemplo “java.lang.Class” como parâmetro e você vai ter um exemplo básico do funcionamento da API de Reflection.
Você pode também criar outra classe, empacotar ela em um arquivo .jar, adicionar este jar no classpath e executar este exemplo passando o nome da sua nova classe como parâmetro.
Claro que este é um exemplo extremamente básico, com um código que se não fosse pelo parâmetro > passado para algumas classes, poderia ser executado até no Java 1.2, ou seja, a API de reflexão não é nova, é apenas sub utilizada pelo programador de nível médio.
Ahh, mas saber isto vai fazer com que eu seja um expert em java?
Claro que não! Mas não saber isto, com certeza te impede de ser um
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 | package test; import java.lang.reflect.*; public class Call { public static void main(String[] args) throws Exception { Class<?> clazz = Class.forName(args[0]); Method m = clazz.getMethod(args[1]); Object instance = clazz.newInstance(); Object result = m.invoke(instance); System.out.println(result); } } |
Este é outro exemplo bastante simples, apenas para demonstrar algumas possibilidades, este exemplo bastante simples, chama um método sem parâmetros em uma classe qualquer que tenha um construtor padrão.
Para chamar métodos estáticos, seria necessária uma pequena alteração, o parâmetro passado para o método “invoke” da classe Method, é a instancia do objeto onde o método deve ser chamado, para métodos estáticos, esta instância é substituida pela classe que possui o método estático.
E o construtor padrão é necessário, por que precisamos de uma instância da classe para invocar o método, se a classe não possuir um construtor padrão, precisaremos passar parâmetros para o construtor, o que iria complicar bastante o exemplo, e a idéia aqui é só mostrar algumas possibilidades, e não complicar mais ainda a vida de vocês.
Mas como funciona o exemplo?
Tente compilar o exemplo, e executar ele passando os parâmetros:
java.lang.Object hashCode
ou
java.lang.Object toString
ou
QualquerNomeDeClasse nomeDeUmMétodoSemParâmetrosDestaClasse
e pronto, método executado.
Ai você vai pensar agora: Mas é muito mais fácil eu escrever direto “System.out.println(new Object().hashCode())” no meu código.
Claro que é, mas para isto você precisaria saber que o método que seria executado era o hashCode de uma nova instância de Object.
A idéia da API de reflection é obter informações em tempo de execução, é possibilitar um pouco de méta programação no Java.
Imagine só, criar um proxy para uma interface que garante que todos os métodos executados, caso tenham a anotação @Transactional, serão executados dentro do contexto de uma transação.
Isto é meta programação, isto é manter a mente um pouco mais aberta do que o programador médio.
Outra possível pergunta: Tu não vai ser expulso do clubinho por que esta revelando os segredos, como aconteceu com o Mister M?
Resposta: Claro que não, isto não é segredo nenhum, tu só não tinha aprendido antes por que não parou para estudar. Se você fosse um pouco mais preguiçoso, como eu, você já teria parado para estudar uma forma de trabalhar menos com as ferramentas que você tem na mão, e se você é um programador, meta programação, é uma forma de fazer mais trabalhando menos.
Mais uma pergunta: Por que ninguem me contou isto antes? explicando assim até parece fácil!
Resposta: Provavelmente achavam que tu é burro demais para entender, agora tu pode provar que isto não é verdade. E não se engane, não é tão simples assim, código usando reflexão pode ficar bastante complicado, eu só mostrei uns exemplos bem básicos.
A API de Proxies eu vou deixar como assunto para um próximo post, minha imagina imaginação esta meio fraca hoje, estou de saco cheio de assistir esta aula maluca que eu não to nem prestando atenção, acho que vou pra casa já
Se vocês tiverem idéias de mais exemplos que vocês querem ver como pode ser feito com reflexão, ou se tiverem perguntas sobre reflexão em java, por favor sintam-se a vontade de registrar as perguntas, dúvidas e sugestões aqui nos comentários do blog, vou tentar responder todas as perguntas ![]()
E como sempre, se você gostou deste post, indique para seus amigos, e coloque um link no seu blog
Acho que daqui a uns dias eu escrevo mais sobre reflection, mas vou tentar utilizar uns exemplos mais complexos, se tiverem sugestões para o próximo post, é só deixar nos comentários.
Tags: Java, lprodjava, produtividade, reflection
Por mais que você seja um excelente programador, que todo o seu código funcione perfeitamente na primeira vez em que é executado (o que eu acho bem pouco provável que aconteça), por mais que você conheça pouco do código do sistema, ou por qualquer outro motivo que você possa lembrar agora ou daqui a 10 anos.
Em código que esta funcionando se mexe sim!
Mas por que estou dizendo isto? Porque se você fizer como eu, e de vez em quando, mas só de vez em quando para não ficar muito decepcionado consigo mesmo, pegar algum código que você escreveu no mês passado, ou a seis meses atrás, ou a um, dois, cinco ou dez anos, você vai achar este código muito mal escrito, mal organizado, feio, escrito por alguém que ainda precisava aprender tudo o que você aprendeu neste intervalo.
Se isto não acontecer com você, com certeza você está se tornando um programador medíocre que não aprendeu absolutamente nada neste intervalo, que não está melhor hoje do que era na semana passada, ou no mês passado ou no ano passado.
Esta sensação de que o código velho é ruim, não quer dizer que você era um programador ruim, é apenas o sinal de que você se esforçou e que hoje você é muito melhor do que era quando escreveu aquele código.
Ok, e o que isto tem a ver com este post? Tudo!
Se este código velho faz parte de algum sistema, biblioteca, projeto ou qualquer coisa do gênero que você não trabalha mais, deixe da forma como está, as pessoas que estão trabalhando nele agora que se preocupem com ele. Mas se ao contrário ele ainda faz parte de um código que você evolui dia a dia, então é sua responsabilidade fazer com que este código velho e maltrapilho, escrito por você ou não, evolua também, pelo menos o suficiente para não atrapalhar o código novo, escrito por este programador muito melhor do que aquele que escreveu o lixo que está sob seus olhos, mesmo que este tenha sido você ontem.
E este ato de piedade, generosidade e auto compaixão, é chamado de refactoring.
Ou seja, você vai fazer com que o código legado, melhore, seja mais testável, mais estável, mais bonito, sem quebrar todo o resto do sistema que já depende daquele pedaço de lixo que você escreveu no passado ![]()
E por que isto é também um ato de “auto compaixão”? Porque como eu ouvi um amigo comentar várias vezes, assim você esta diminuindo a quantidade de problemas legados que você vai ter que lidar no futuro próximo.
Segundo a wikipedia: Refatoração (do inglês Refactoring) é o processo de modificar um sistema de software para melhorar a estrutura interna do código sem alterar seu comportamento externo.
Segundo o papa: Refatoração é uma técnica disciplinada para reestruturar um corpo de código existente, alterando a sua estrutura interna sem alterar o seu comportamento externo. O coração da técnica é uma série de pequenas transformações preservando o comportamento. Cada transformação (chamada de refactoring) faz um pouco, mas uma série de transformações podem produzir um resultado significante para a qualidade do sistema. Já que cada refatoração é pequena, é menos provável que ela cause algum problema. O sistema é mantido 100% funcional depois de cada refactoring. Reduzindo as chances de algum problema grave no sistema no final da reestruturação.
Basicamente se você acha que pode melhorar o código, isto já vale o rafactoring. Você achar que pode melhorar o código quer dizer que você esta sentindo que tem alguma coisa errada com ele, mesmo que você não tenha muita certeza de o que esta errado. Isto só quer dizer que você já aprendeu mais coisas depois que escreveu o código que esta lendo agora.
Mas podemos também formalizar isto um pouco, ou seja, definir alguns pontos nos quais todos concordam haver problemas no código, estes servem como argumento inclusive para você dizer que o código dos outros não esta muito bom, ou para você ter certeza de que o seu esta um lixo logo depois que escreve-lo.
Os nomes em inglês estão ali por que eu não inventei isto, eu retirei esta pequena lista do livro do Fowler sobre rafactoring, também referenciado como “a biblia” pelo menos por mim
Ok, agora que você já sabe como identificar alguns problemas (é fácil, é só você achar que hoje sabe mais do que ontem
), vamos ver algumas soluções engarrafadas, prontinhas para beber, ou utilizar na sua IDE preferida (todas as IDEs Java hoje em dia possuem um suporte muito bom para refactorings).
Claro que estes não são os únicos refactorings existentes, esta é apenas parte da lista que pode ser encontrada no site do livro de refactorings do Martin Fowler. Apenas as descrições foram escritas por mim, e mesmo no site, ou no livro do Fowler você não vai encontrar uma lista completa, por que é bem possível que outro refactoring seja criado hoje ou amanha, o importante é entender a idéia.
Uma das coisas boas de ótimas idéias é que muita gente gosta delas, e acaba copiando.
Em algum momento do passado remoto do desenvolvimento java, quando as boas IDEs eram todas pagas, o pessoal da JetBrains, leu “a biblia” e disse: Que o IntelliJ IDEA ajude os desenvolvedores a fazerem os rafactorings para que o código se torne bonito e legível. E assim fez o IntelliJ IDEA.
Algum tempo depois, o eclipse copiou a idéia e passou a suportar muitos refactorings também, e hoje em dia o NetBeans também suporta muitos refactorings, e assim o desenvolvedor vive feliz podendo ser produtivo com a sua IDE favorita.
Eu adoro o IntelliJ IDEA, mas utilizo muito mais o eclipse, e algumas vezes até o NetBeans.
Todas as 3 IDEs suportam refactorings, e até o VIM e o Emacs suportam refactorings, mas não se iludam desenvolvedores Java, o pessoal da microsoft viu que isto era bom, e também adicionou suporte a diversos refactorings no visual studio, por tanto vocês não são mais os únicos com boas ferramentas.
Então respondendo a pergunta do título, não precisa decorar tudo, e não precisa fazer tudo na unha não, mas por favor, decore pelo menos os atalhos para os refactorings suportados pela sua IDE, o seu código agradece.
Outro dia eu coloco uma lista de atalhos de cada IDE para alguns refactorings por aqui (se der tempo
)
Um dos valores do Extreme Programming é a coragem, e este valor é necessário para se refatorar o código por exemplo, a probabilidade de o seu código parar de funcionar depois de um refactoring com a ajuda da sua IDE é bem pequena, um refactoring manual é mais arriscado, mas o código limpo bonito e funcional vale o risco.
Outra coisa, para diminuir o risco, escreva testes para o seu código sempre, com os testes, você tem algo para garantir que você não quebrou nada enquanto estava refatorando.
Mas se o mariquinhas ai não tem coragem de mexer no próprio código, pode continuar escrevendo código mediocre por ai, deve ter alguem com coragem o suficiente para fazer um trabalho decente e entregar código de qualidade na sua empresa, só espero que o seu chefe não se preocupe muito com qualidade, se não o teu medinho vai custar o teu emprego, por que com certeza, esta tua frescura já ta custando a qualidade do teu trabalho sua franguinha!
Sem brincadeiras agora, nem toda hora é hora de refatorar, nem todo refactoring vale a pena, nem sempre se tem tempo para melhorar o que já esta pronto, mas ler o código e saber o que pode ser melhorado, e como melhora-lo vai garantir que você faça menos porcaria no futuro, pelo menos comigo isto funciona
Tags: lprodjava, produtividade, refactoring
Provavelmente serei crucificado por causa deste post, mas se você se der ao trabalho de ler até o final, provavelmente vai concordar comigo que comentários no código são para os fracos, programador hardcore de verdade escreve código legível!
É exatamente isto que eu estou dizendo, por exemplo, o que faz o código abaixo?
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 | public String write(StringBuilder fle, StringBuffer con) { File f = new File(fle.toString()); FileReader fr = new FileReader(f); BufferedReader br = new BufferedReader(fr); String lin; while((lin=br.readLine())!=null){ con.append(lin).append("\n"); } return con.toString(); } |
Difícil? E este ainda é um código simples, mas vamos dar uma melhorada nele …
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 | public String read(StringBuilder fle, StringBuffer con) { //Opens the file with the name container in the fle parameter File f = new File(fle.toString()); //Create a file reader, then a buffered reader to make our work easier FileReader fr = new FileReader(f); BufferedReader br = new BufferedReader(fr); String lin; //Read each line of the file until it is null while((lin=br.readLine())!=null){ //Put the content read into the buffer pointed by the parameter "con" con.append(lin).append("\n"); } //The caller already have the content, because he created the buffer, but I'll return the string anyway return con.toString(); } |
Mais fácil certo? Bastou ler os comentários, mas o código continua um lixo.
Ou seja, esta é uma gambiarra utilizada por péssimos programadores para contornar a própria limitação de não conseguir escrever um código decente.
Então qual a solução que eu recomendo?
Vamos tentar reescrever este método então:
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 | public String readFileContents(File fileToRead) { boolean canReadFile = fileToRead.exists(); if(!canReadFile) return ""; StringBuilder buffer = new StringBuilder(); BufferedReader readerForFile = openBufferedReaderForFile(fileToRead); readFileContetIntoBuffer(buffer,readerForFile); closeFileReader(readerForFile); return buffer.toString(); } private BufferedReader openBufferedReaderForFile(File fileToRead){ return new BufferedReader(new FileReader(fileToRead)); } private void readFileContetIntoBuffer(buffer,readerForFile){ String line; while((line=readerForFile.readLine())!=null){ buffer.append(line).append("\n"); } } private void closeFileReader(readerForFile){ readerForFile.close(); } |
Agora se você prestar atenção no nome do método “readFileContents” já vai saber o que o método faz, Além disto, o código do método é quase legível em inglês. A leitura dele ficaria mais ou menos assim:
if not can read file, return null
open Buffered Reader For File: fileToRead
read File Contet Into Buffer: buffer, readerForFile
close File Reader: readerForFile
return buffer.toString();
Ou seja, qualquer um que entenda inglês, como qualquer desenvolvedor tem a obrigação de entender, vai ler o método como se fosse um comentário.
E eu já vi gente fazendo pior do que isto, o código tinha comentários, mas parecia com esta coisa ai em baixo:
1 2 3 4 5 | public String write(StringBuilder fle, StringBuffer con) { File f = new File(fle.toString()); FileReader fr = new FileReader(f); BufferedReader br = new BufferedReader(fr); String lin; while((lin=br.readLine())!=null){ con.append(lin).append("\n"); } return con.toString(); } |
Com certeza tinha muito menos linhas de código do que a minha versão ![]()
Mas não é uma tarefa fácil entender o código que uma criatura destas escreve
Claro que o exemplo que eu apresentei foi um exemplo bem simples, e que escrever código legível requer uma certa prática …
Então, vou fazer uma proposta:
Vou deixar um exemplo de código abaixo, e vocês tentam torna-lo mais legível. Em um ou dois dias eu posto a minha resposta aqui.
Quem quiser pode postar nos comentários o código que escreveu.
Para que o código fique colorido no blog, basta colocar dentro de uma tag <pre lang=”java” line=”1″> … </pre>
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 51 52 53 54 55 56 57 58 59 60 61 62 63 64 65 66 67 68 69 70 71 72 73 74 75 76 77 | package blog; import java.io.BufferedReader; import java.io.File; import java.io.FileNotFoundException; import java.io.FileReader; import java.io.FileWriter; import java.io.IOException; public class VeryBadlyNamedFile { private static final char[] asdfg = new char[] {'I', ' ', 'c', 'a', 'n', ' ', 'd', 'o', ' ', 'v', 'e', 'r', 'y', ' ', 'u', 'g', 'l', 'y', ' ', 'c', 'o', 'd', 'e'}; private String an; private BufferedReader rfsdw; private FileReader temp; public VeryBadlyNamedFile(String an, BufferedReader rfsdw, FileReader temp) { super(); this.an = an; this.rfsdw = rfsdw; this.temp = temp; } public void doIt() throws IOException { ctfiidne(); startDoing(); try { canIDoAnyThing(); } catch (RuntimeException yicdet) { nowReallyDoIt(); } } private void nowReallyDoIt() { firstDoTheOtherThing(); reallyDoItInternal(); } private void firstDoTheOtherThing() { rfsdw = new BufferedReader(temp); } private void reallyDoItInternal() { while (true) { try { imDoingIt(); } catch (Exception e) { break; } } } private void imDoingIt() throws Exception { String s = rfsdw.readLine(); if (s == null) throw new Exception("hahaha, I bet you did not understood the code"); System.out.println(s); } private void ctfiidne() throws IOException { File a = new File(an); if (!a.exists()) { FileWriter wrfedsd = new FileWriter(a); wrfedsd.write(asdfg); wrfedsd.close(); } } private void canIDoAnyThing() { if (new File(an).exists() && new File(an).canRead() && new File(an).canWrite()) throw new RuntimeException(); } private void startDoing() throws FileNotFoundException { File f = new File(an); temp = new FileReader(f); } } |
E agora um “main” só para executar o lixão acima.
1 2 3 4 5 6 7 8 9 | package blog; import java.io.IOException; public class Main { public static void main(String[] args) throws IOException { new VeryBadlyNamedFile("c:\\anyFile.any",null,null).doIt(); } } |
Os exemplos estão em java, mas em qualquer linguagem os comentários para explicar o código servem para mascarar a incapacidade dos programadores escreverem código decente.
PS.: Só para constar, eu não acho de verdade que vocês não devem comentar o código, mas se vocês não escrevem código legível, ou escrevem código que realmente precisa de um comentário para outro programador entender, então vocês não aprenderam a programar ainda!
PS2.: só para constar, o código deste post foi inventado na hora, inspirado em coisas que ja vi em diversos lugares por ai, masescrevi ele direto no blog, então existe uma grande possibilidade de não compilar.
PS3.: acho que preciso de exemplos melhores, mas vocês devem ter entendido a idéia deste post
Tags: dicas, livro2, produtividade, refactoring
English version here
Bom, integração contínua acho que todos concordam que é uma necessidade em qualquer projeto de software, mas a integração contínua assíncrona utilizada normalmente tem alguns problemas, como por exemplo:
Eu não estou dizendo que não é interessante existir um servidor de integração, é interessante para que todos os envolvidos no projeto tenham sempre acesso aos relatórios e a última versão do sistema compilado, mas não acho que deva ser dele a tarefa de integrar o sistema.
Ou seja, o que antigamente era o servidor de integração, agora passa a ser apenas um servidor de builds, e gerador de relatórios sobre o código fonte e progresso do projeto.
O ideal é que o desenvolvedor, durante o processo de commit, seja obrigado a executar todos os testes, e este commit só ser realmente executado se todos os testes passarem.
Claro que isto pode ser melhorado, adicionando ainda algumas restrições, por exemplo, exigir uma cobertura de testes mínima, mas no meu caso, eu desenvolvi esta task do Rake para um projeto em que estou trabalhando sozinho, e estou utilizando o GIT para controle de versões (escreverei um post sobre o GIT ainda esta semana se der tempo), e estou utilizando integração sincrona também em alguns projetos com Java, em outra oportunidade escrevo sobre o processo com Java.
Estou adotando esta prática de integração sincrona para todos os novos projetos da minha empresa e dos clientes que aceitam a idéia.
Mas voltando ao assunto, é bastante fácil implementar isto em um projeto Rails, basta seguir estes passos:
1 – criar um arquivo de nome ‘git.rake’ dentro do diretório lib/tasks com o seguinte conteúdo:
namespace :git do desc "Update every thing before the tests" task :update do puts "Lets update it all, but we are using GIT so we already have the latest source for this repo" end desc "Run all tests, if all are OK, then commit every thing to the git local repository" task :commit => [:update, :test] do puts "No test failures, now we can commit it all" exec 'git commit -a' end end
Como podem ver esta task do Rake é bem simples, e com certeza isto vai aumentar muito a qualidade do projeto!
2 – sempre ao final de uma tarefa, em vez de executar o comando “git commit -a”, executar o comando: “rake git:update”
Só isto, a partir de agora você esta utilizando integração continua sincrona
Claro que esta task do Rake pode ser melhorada ainda, pode ser configurado por exemplo um pull de um repositório central, ou um update de um subversion ou qualquer coisa do gênero, mas acho que ja serve como exemplo para quem quiser começar a utilizar integração sincrona.
Se todos os testes passarem, o GIT vai abrir o VIM para que o desenvolvedor edite a mensagem de commit, depois da mensagem editada o código alterado é comitado sem problemas e sem medo de quebrar o próximo build com tudo integrado.
E vocês, o qu acham deste processo de integração continua? preferem sincrona ou assincrona? por que?
Só para lembrar: Estão abertas as incrições para o curso de Java Server Faces da Tech Office
Tags: Java, produtividade, Ruby, Trabalho
Este ótimo review foi escrito pelo Marcos de Sousa. Muito obrigado pela colaboração!
ZK foi o primeiro projecto ajax no SourceForge.net, acumulou 450.000 downloads e 800.000 visitantes, e foi referenciado por mais de 4.000 websites desde o lançamento da primeira versão em 2005.
Simplesmente Rico
Basicamente o ZK possui quase tudo feito de bandeja, ora vejamos a versão ZK 3.0.0-FL-2007-09-28:
Facilidade de utilização
Simplicidade é um dos valores de base do ZK. Outra das facilidades que se encontra nessa framework, é a disponibilidade com que a sua equipa de desenvolvedores está disposta a ajudar.
A criação de novos/customizados componentes é bastante simples.
A documentação é muito boa e bem detalhada.
Plataforma Independente
Mega Componentes, Colaboração da Comunidade e Integração com outras frameworks e bibliotecas Javascript
ZK é uma das framework com um mais componentes e diversificados. E em cada versão novos componentes têm vindo a serem lançados. Está em andamento o desenvolvimento de componentes de larga escala como folha de cálculo “spreadsheets” e forums. Alias, já está disponível para download o primeiro SIP de spreadsheet. Comunidade open source é tudo sobre colaboração. ZK insentiva a comunidade na criação de novos componentes e ideias. A comunidade participa activamente e é citada pela contribuição que faz.
Todo o trabalho complicado é feito pela equipe de ZK. Se quiser algum novo componente ou sugerir melhorias/integração pode submeter na lista de “Feature Requests”.
Google Maps, FCKeditor, DOJO e Timeline já estão integrados desde as versões mais antigas.
Integração com Spring, Hibernate, bem como com Seasar (http://www.seasar.org/en/index.html, é a framework open source de Dependency-Injection mais popular no Japão).
A integração com Jboss Seam, bem como com tags JSP já está pronta.
A integração com Yui-Ext (http://www.extjs.com/, uma das mais famosas bibliotecas javascript), simplesmente é uma das melhores novidades. É mesmo para ficar de boca aberta. E mais ainda, todos os componentes do Yui-Ext serão integrados com ZK.
O desenho de layouts é sempre complicado para desenvolvedores. Logo, Ext Layout de Yui-Ext foi integrado. Mas, como se sabe usando plug-in externos acabamos pagando um preço (performance), logo a equipe do ZK lançou o ZK Layout de modo a trazer simplicidade, flexibilidade e poder no desenho de layout, isso aumenta a performance pois reduziram do Ext Layout 500 KB para o ZK Layout 20KB. Até parece que pagamos os caras de ZK para trabalharem para nós .
Para os amantes de JSF (JavaServer Faces), estavam todos tristes, pois, até agora nada foi dito de JSF. Em voz alta, já está integrado ZK em forma de componentes.
Confira nas referências os links com os artigos de integração com as frameworks passo a passo.
Histórico de Lançamento de versões do ZK
Dá para perceber o quanto a equipa do ZK está trabalhando nele com bastante dedicação.
Desvantagens
A licença de ZK é bastante crtiticada. No entanto, vale a pena dizer que segue a mesma licença do famoso MySQL.
Conclusão
Muito ficou por analisar (por exemplo as desvantagens do ZK). No entanto isso pode ser considerado lendo o artigo do Cameron Smith – ZK Rich Client Framework and Agile Development em Inglês http://www.theserverside.com/tt/articles/article.tss?l=ZKandAgile. No artigo ele faz uma discussão e depois apresenta um tutorial. Faz a comparação entre as frameworks RIA: Echo2, ZK, OpenLaszlo, Flex, GWT.
Devido a variedade de componentes de fabrica já prontos para serem usados, ajax de raíz (sem esforço), integração com frameworks populares como Spring, Hibernate, JSF, etc, devido ao suporte da comunidade, devido a ser open source, etc torna o ZK uma escolha privilegiada, principalmente no desenvolvimento de aplicações web para Intranet.
Referências
Sobre Marcos de Sousa
Marcos de Sousa actua na área de desenvolvimento há mais de cinco anos. É desenvolvedor no Banco BCI Fomento (www.bcifomento.co.mz). Setembro 2007, Maputo – Moçambique.
Tags: Java, Java EE, produtividade
Bom, acho que era isto, desculpem pelo tempo sem postar, é que a semana foi corrida com o Curso de Rails, mas agora vou voltar a postar com mais frequência!
Amanha ou segunda devo escrever alguma coisa sobre o Curso, que na minha opinião foi bem legal, acho que todos os alunos aproveitaram bastante! (Hoje não vou escrever mais por que é meu aniversário de casamento e tenho que dar mais atenção para a esposa se eu quiser chegar no segundo aniversário
)
Outra coisa, vocês acham úteis estas coletâneas de links que posto de vez em quando?
Tags: Dia a Dia, dia-dia, Java, Java EE, Mobile, produtividade, Ruby
O título foi “roubado” do blog do Nando Vieira que também estava participando do Rails Rumble, que como eu comentei aqui, e aqui, foi o motivo de eu praticamente não sair de casa neste fim de semana lindo) ![]()
A idéia da competição eram equipes de 1 a 4 pessoas passando 48h desenvolvendo algum sistema que depois vai ser avaliado …
Bom, eu tive algumas interrupções no caminho:
Por tanto utilizei muito menos do que as 48h disponíveis
Mas acho que consegui atingir meu objetivo!
Tudo bem, algumas coisas que eu queria fazer, não consegui completar, mas em sua maior parte eram “perfumarias”, o que não consegui completar:
O que eu aprendi participando desta competição?
No geral foi bem divertido, acho que não vou ganhar nada por causa do layout podre da minha aplicação, mas ela funciona bem e a principio sem bugs conhecidos por mim
Diferente do Nando Vieira
Bom, acho que era isto, a aplicação esta rodando, ja dormi um pouco e estou atrazado para o trabalho ![]()
Se quiserem dar uma olhada no que eu fiz (ja disse que o layout esta uma porcaria), a aplicação esta rodando neste endereço:
http://kyourclient.railsrumble.com/
As avaliações das aplicações começam na Quarta Feira, basicamente elas serão feitas assim:
Qualquer um que quiser avaliar as aplicações desenvolvidas pode se reigstrar e avalia-las, então, se quiserem ajudar este amigo que vos escreve, o link para avaliação da minha aplicação é este.
Valeus galera, a brincadeira estava divertida, e acho que depois disto ja tenho meu certificado de Nerd garantido
Tags: Diversão, produtividade, Ruby
Uma das coisas legais de trabalhar com TI é que todo dia tem novidade, uma das coisas ruins de trabalhar com TI é que precisamos pelo menos ter uma idéia sobre tudo o que esta acontecendo …
Então, segue mais um daqueles posts com poucas opiniões e muitos links …
Um pouco sobre o Glassfish a implementação de referência do Java EE 5 (e um ótimo servidor de aplicações):
Tags: Dia a Dia, dia-dia, Eclipse, Java, Java EE, links, produtividade, Spring Framework
A SUN finalmente esta atualizando as provas da certificação SCEA para Java EE 5 (a versão anterior ainda falava de EJB 1.2, na verdade 1.2 e 2.0).
As inscrições para a prova BETA da certificação vão abrir no dia 20 de setembro de 2007.
A vantagem das provas beta é que são gratuitas, a desvantagem é que normalmente elas tem o dobro de questões que a prova normal ![]()
Mas passando na prova beta, você ganha o certificado sem desenbolsar R$1 …
Mais detalhes sobre o conteúdo da prova podem ser encontrados nesta thread do JaraRanch, mas basicamente é o seguinte:
Agora não tenho mais desculpas para não fazer a prova ![]()
Como na prova atual, a SCEA é dividida em 3 partes, uma prova objetiva, o desenvolvimento de uma arquitetura, e perguntas sobre a arquitetura desenvolvida …
Para se registrar, a partir do dia 20 de setembro, acessar o site http://www.2test.com/ e seguir os passos, ou ligar para o centro prometric mais próximo
Tags: Java EE, produtividade