Bom, no último post eu disse para você não ser repetitivo, e não escrever nos comentários o que o seu código faz. Se você precisa comentar o que o seu código faz, você realmente precisa refatorar o seu código e torna-lo mais legível …
Mas comentários no código não são sempre ruins, o ruim é você escrever em português o que o seu código faz em java, mas existem diversas situações que veremos a seguir onde os comentários são ótimos, ou pelo menso são úteis …
Por exemplo, na interface pública de um serviço, um JavaDoc informando para que serve aquele serviço e com exemplos de utilização são sempre muito bem vindos, principalmente se este comentário informar quais são as validações que serão feitas nos parâmetros e quais são as restrições ao uso daquele serviço …
Eu não posso pegar exemplos de projetos em que estou trabalhando por que isto seria motivo para demissão por justa causa por quebra de sigilo ![]()
Então vamos ficar com alguns exemplos públicos e alguns exemplos mais simples que eu conseguir pensar na hora …
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 | /** * This is the only interface you need to create and manage system users, but if you need to manage user privileges take a look at the @link{PrivilegesService} interface */ public interface UsersService { /** * This method should be used only if you are already authenticated in the system, do no forget to send the session id header when calling methods that are not public like this one. * To create a user you need to provide all the needed information, this method will create user in the database and then will try to create the user in the backend system, if the creation works the two accouns will be linked otherwise the database reccord will be erased. * @param userName the user name must be unique within the LDAP domain, this means that there can * @param password * @param email */ public User createUser(String userName, String password, String email); } |
Neste exemplo, não há necessidade alguma de colocar um comentário dizendo que o método createUser cria um usuário, mas o javadoc do exemplo informa de algumas pré condições para a execução do método e também diz qual o fluxo de execução e possíveis falhas. Como neste exemplo o UsersService é a interface publica de um serviço, esta documentação é bastante bem vinda, pois vai ajudar os usuários que vão acessar o serviço a saber o que fazer antes de criar um usuário e a saber possíveis motivos para as falhas.
Bom, acho que todos os outros exemplos que eu procurar vão ser parecidos com isto, resumindo este post e o anterior:
Se um comentário diz o que o método faz, o código é um lixo ou o comentário é redundante, o que o método faz tem que ser óbvio pelo nome do método
Se o comentário diz quando o método deve ser utilizado, algumas pré condições, o fluxo de execução, possíveis erros, e principalmente se ele esta em uma interface publica do sistema, que vai ser entregue a outra equipe/programador/empresa. o comentário é útil
Se o comentário esta em algum método ou variável privada, provavelmente tem algum problema por ai.
Acho que com isto eu encerro este assunto de comentários, eu posso ter me expressado errado, ou o mais provável, muitas pessoas leram o título do post e saíram berrando antes de ler o resto, mas a idéia básica é, o seu código tem que ser muito fácil de ler, os nomes das classes, métodos, variáveis, pacotes e quaisquer arquivos envolvidos no sistema devem dizer o que são, para que servem e por que estão ali. Se você esta colocando um comentário que diz que o método “create” cria um usuário, você deveria chamar o método de “createUser”, mas se o comentário esta informando o usuário do método de que o nome de usuário utilizado não precisa ser único mas o email sim, pois é este o campo utilizado como chave, ai você tem um comentário útil (e um sistema extranho
).
Não é por que o seu código tem comentários que ele é um lixo, mas tome cuidado por que é muito fácil utilizar comentários como desculpa para código ruim. E neste caso, talvez você precise estudar um pouco de rafactoring.
Tags: comentarios, lprodjava, produtividade, qualidade, refactoring

Bom, eu curti a idéia e fiquei pensando em como implementar isto, pelo menos em projetos Java, disto sairam estes “code snippets” abaixo …
Bom, normalmente trabalho com o ANT para fazer o build de projetos Java, e tenho utilizado o Subversion (sim, eu conheço o GIT e gosto dele, mas no momento não vai rolar no trampo, mas uso para projetos pessoais
)
Então, fui a página do subversion e baixei o SVNANT, desenvolvido pelo pessoal do subclipse, e integrei ele no meu build assim:
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 | <path id="svn_tasks"> <fileset dir="${directory_you_unzipped_the_svnant_package}" includes="svn*.jar"> </fileset> </path> <taskdef classpathref="svn_tasks" resource="org/tigris/subversion/svnant/svnantlib.xml" /> <target name="_setup_svn_info"> <svn failonerror="false" javahl="true" svnkit="false"> <info target="${basedir}" verbose="true"/> </svn> </target> |
Depois disto, em qualquer parte do build em que você for criar um .jar, .war ou qualquer tipo de pacote java, basta fazer algo parecido com isto:
1 2 3 4 5 6 7 8 9 | <target name="build_jar" depends="_setup_svn_info,compile"> <jar destfile="${dist.dir}/${jar.name}"> <fileset dir="${basedir}/bin" includes="*.*" /> <manifest> <attribute name="SVN-URL" value="${svn.info.url}" /> <attribute name="SVN-REV" value="${svn.info.rev}" /> </manifest> </jar> </target> |
Claro que o importante é o depends e o manifest, o resto vai depender do seu build, isto não é nem um exemplo real, escrevi direto aqui no blog para dar a idéia, então se tiver algum problema com o código me avisem nos comentários
Mas isto não é útil se você não conseguir ler o MANIFEST.MF do .jar onde a sua classe se encontra, então estou colocando aqui também um exemplo de código para isto, mas lembre-se de alterar o nome da classe para cada pacote, caso contrário você nunca saberá de qual pacote a classe esta sendo carregada
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 | package blog.urubatan; import java.io.File; import java.io.FileInputStream; import java.io.FileNotFoundException; import java.io.IOException; import java.net.URISyntaxException; import java.net.URL; import java.util.jar.Manifest; public class ExemploDoUrubatan { private Manifest manifest; private void initManifest() throws URISyntaxException, FileNotFoundException, IOException { Class<?> clazz = getClass(); URL classContainer = clazz.getProtectionDomain().getCodeSource() .getLocation(); File manifestContainer = new File(classContainer.toURI()); File metaInf = new File(manifestContainer, "META-INF"); File manifestFile = new File(metaInf, "MANIFEST.MF"); manifest = new Manifest(new FileInputStream(manifestFile)); } public ExemploDoUrubatan() throws URISyntaxException, FileNotFoundException, IOException { initManifest(); } public String getSvnUrl() { return manifest.getMainAttributes().getValue("SVN-URL"); } public String getSvnRevision() { return manifest.getMainAttributes().getValue("SVN-REV"); } public static void main(String[] args) throws FileNotFoundException, URISyntaxException, IOException { ExemploDoUrubatan ex = new ExemploDoUrubatan(); System.out.println(ex.getSvnUrl()); System.out.println(ex.getSvnRevision()); } } |
Se for a versão de um arquivo .war o código pode ser colocado em um servlet com uma URL conhecida, ou em um listener que vai guardar esta informação no servlet context para ser impresso depois por uma URL conhecida …
Se o servlet for a opção selecionada, o código ficaria parecido com isto:
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 | package blog.urubatan; import java.io.File; import java.io.FileInputStream; import java.io.IOException; import java.io.PrintWriter; import java.util.jar.Attributes; import java.util.jar.Manifest; import javax.servlet.ServletException; import javax.servlet.http.HttpServlet; import javax.servlet.http.HttpServletRequest; import javax.servlet.http.HttpServletResponse; public class ServletExample extends HttpServlet { private static final long serialVersionUID = 1L; @Override protected void doGet(HttpServletRequest req, HttpServletResponse resp) throws ServletException, IOException { super.doPost(req, resp); } @Override protected void doPost(HttpServletRequest req, HttpServletResponse resp) throws ServletException, IOException { String warRoot = getServletContext().getRealPath("."); File manifestContainer = new File(warRoot); File metaInf = new File(manifestContainer, "META-INF"); File manifestFile = new File(metaInf, "MANIFEST.MF"); Manifest manifest = new Manifest(new FileInputStream(manifestFile)); PrintWriter writer = resp.getWriter(); Attributes mainAttributes = manifest.getMainAttributes(); String svnUrl = mainAttributes.getValue("SVN-URL"); String svnRev = mainAttributes.getValue("SVN-REV"); writer.format("URL: %s\nRev:%s\n", svnUrl, svnRev); } } |
Com isto, pelo menos para projetos java, já cobrimos duas das situações mais comuns, que são saber a versão de uma API e saber a versão de uma aplicação WEB.
Com isto já é possível verificar o deploy de aplicações durante o build se o script for um pouco mais inteligente, o pessoal de testes tem condições de dizer exatamente qual foi a build que gerou o problema, é possível construir um “dashboard” com a versão de tudo que é utilizado no sistema, facilitando bastante a identificação de onde o problema ocorre, e principalmente, no caso de clusters, permitindo que seja verificada a versão em cada um dos nós de uma forma fácil …
Agora no caso do Rails, eu ainda não consegui decidir qual a melhor abordagem para isto …
criar um arquivo com estes meta dados dentro do diretório config, atualizar este arquivo por uma task rake toda vez que for executar um deploy via capistrano e criar um controller para informar a versão?
As gems já tem um mecanismo de versionamento, seria só atualizar a versão da gem a cada build, coisa que pode ser feita até com keywork expansion, ou utilizando o mesmo esquema do rake mencionado antes.
Bom, vou pensar mais nisto, derepente rola até criar um plugin para aplicações rails pra facilitar a vida ![]()
O que vocês acham?
Tags: Java, lprodjava, produtividade, ruby on rails, sis
Eu sei que já falei sobre comentários antes, mas acho que a abordagem não agradou muito, a maior parte das pessoas leu só o título do post e não prestou atenção no texto, então vamos tentar uma abordagem diferente.
Este post é o primeiro de uma série de 2, o próximo post vai dizer que é necessário comentar o código, mas com comentários decentes, então, sem gritaria por aqui por enquanto, ok?
Mas vamos ao que interessa …
Na minha opinião, qualquer programador Java, ou até mesmo, qualquer programador, que colocar os olhos no código abaixo, vai entender quase que instantaneamente o que ele faz, se alguem não concordar com isto, avise por favor …
1 2 3 4 5 6 | new EmailMessage() .from("exemplo@urubatan.com.br") .to("gerente@empresa.com") .withSubject("Aprovação de processo") .withBody("Descrição bastante detalhada do que precisa ser aprovado") .send(); |
(sim, copiei o exemplo do blog do GC
)
Então, eu acredito que se alguem quiser colocar um comentário neste código dizendo algo do tipo:
Vai estar simplesmente sendo repetitivo, e poluindo o código com comentários inúteis, isto seria dizer o que o código faz, e se você comenta o que o seu código faz você é sim um perdedor que gosta de jogar trabalho no lixo!
Ahh, mas e se meu código não é assim tão claro? E se meu código é parecido com isto:
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 | // create some properties and get the default Session Properties props = new Properties(); props.put("mail.smtp.host", _smtpHost); Session session = Session.getDefaultInstance(props, null); // create a message Address replyToList[] = { new InternetAddress(replyTo) }; Message newMessage = new MimeMessage(session); if (_fromName != null) newMessage.setFrom(new InternetAddress(from, _fromName + " on behalf of " + replyTo)); else newMessage.setFrom(new InternetAddress(from)); newMessage.setReplyTo(replyToList); newMessage.setRecipients(Message.RecipientType.BCC, _toList); newMessage.setSubject(subject); newMessage.setSentDate(sentDate); // send newMessage Transport transport = session.getTransport(SMTP_MAIL); transport.connect(_smtpHost, _user, _password); transport.sendMessage(newMessage, _toList); |
Bom, se o seu código é assim, então você precisa estudar um pouco de refactoring ![]()
Ahh, mas estou alterando uma parte da aplicação com muito código legado …
Bom, você deveria utilizar pelo menos alguns “extract method” para facilitar um pouco a leitura, e não comentar o que o código faz.
Imaginem a seguinte cena:
Você esta caminhando na rua e entra em uma loja, no momento em que você entra na loja, vê uma placa escrito: Roupas masculinas
Dois passos adiante, um vendedor chega e diz: Senhor, aqui o senhor vai encontrar roupas masculinas
Mais alguns passos e outro vendedor: Vendemos roupas masculinas aqui senhor.
E mais outra placa dizendo: Aqui roupas masculinas
Se você ainda estiver na loja e não bater no próximo que lhe visar que ali são vendidas roupas masculinas, no mínimo acabou de ocorrer um desperdício absurdo de esforço para informar exatamente a mesma coisa.
E este caso do email não é um dos mais comuns, o motivo deste post é que em muitos lugares eu vejo código parecido com:
1 2 3 4 5 6 | /** * Set's the active property */ public void setActive(boolean active) { this.active = active; } |
(Isto não é uma critica a ninguém especifico e a todos os que já escreveram código assim, não foi uma nem duas vezes que vi isto por ai …)
um método de nome “setActive” com o comentário “Set’s the active property” é no mínimo redundância, e desperdício de tempo.
Então, eu não estou dizendo, nunca comentem o seu código, mas estou dizendo, se você precisa dizer o que o seu código faz, o seu código tem problemas, mas comentários são úteis, principalmente em interfaces públicas se você estiver informando por que ou como o código faz o que faz …
Mas tenha como regra, é proibido um comentário dizendo o que o código faz, pois ele é um sinal de que o código esta muito ruim!!
Ahh, e só para terminar, a biblioteca que permite aquele código de envio de emails bonitinho é a “Fluent Mail API” e o nome desta “técnica” é “Fluent Interfaces”, uma “técnica” bastante utilizada por quem trabalha com “Domain Driven Design”, e DDD faz Orientação a Objetos realmente mais divertida e mais útil, vou falar mais sobre isto em breve
.
Tags: comentarios, ddd, fluent interface, Java, lprodjava, produtividade
Para quem acha que o título deste post esta contraditório, lamento informar, mas você esta completamente equivocado.
Você conhece algum especialista? De preferência algum que esteja ai pertinho de você.
Se conhece por exemplo um especialista em Java ou .NET, chega pra ele e pergunta se ele conhece algum dos seguintes assuntos:
Acredito que a resposta vai ser sim para todos, ou pelo menos a grande maior parte destes itens. E isto são só coisas genéricas, imagina se começarmos a detalhar a sopa de letrinhas existente no mundo Java EE ou no .NET.
Pois é mais ou menos isto que estou querendo dizer, um especialista precisa saber um monte de coisas para se tornar um especialista em uma delas.
A forma mais fácil que eu conheço para melhorar muito e muito rápido a qualidade do código que você escreve em uma linguagem é aprendendo outra linguagem de programação.
Tem gente que diz que o ideal é aprender uma linguagem nova por ano, e com certeza, o período da minha vida profissional que eu mais melhorei foi quando aprendi várias linguagens em um período curto de tempo.
Quando eu era mais novo (coisa de velho escrever isto
) o meu chefe na época disse que um especialista é alguem que sabe cada vez mais sobre cada vez menos, e que um super especialista é alguem que sabe absolutamente tudo sobre absolutamente nada …
Ach oque este conceito esta um pouco desatualizado, até por que por este conceito, um super especialista é o cara que sabe absolutamente tudo sobre absolutamente nada.
Pelo menos na minha opinião, eu espero que um especialista em Java por exemplo, consiga criar um pacote EAR padrão Java EE para uma aplicação composta por dois módulos web e três módulos EJB além de algumas bibliotecas utilizadas por todos os módulos.
Para fazer isto, o cara vai ter que conhecer no mínimo muito XML, vai ter que saber o que são meta dados, vai ter que saber quais meta dados foram definidos via anotações no código e quais ele vai querer sobre escrever com XML. Vai ter que conhecer a estrutura de um arquivo EAR, a estrutura de um arquivo WAR e qual a diferença entre um arquivo jar de uma biblioteca e de um módulo EJB.
Para entender direito o que ele ta fazendo, ele vai ter que conhecer o protocolo HTTP, por conseqüência o protocolo TCP e o IP. Além de precisar entender de RMI que é utilizado para chamada dos EJBs, RMI também funciona sobre TCP.
Se o servidor for rodar em cluster, é necessário saber como este cluster esta configurado, a maior parte dos servidores Java EE utiliza o protocolo IIOP/IP, o mesmo do corba, já que pela especificação Java EE todo EJB pode ser chamado utilizando CORBA também, e que o IIOP/IP permite roteamento muito mais fácil do que o RMI direto.
E isto tudo só para começar.
Se o especialista em java precisar também configurar o servidor de aplicações também ai aumenta bastante a quantidade de coisas que ele vai ter que saber só para poder ser chamado de especialista em Java e nem chegamos na parte de desenvolvimento ainda …
Claro que isto ainda é só a minha opinião, mas para ser um especialista em java, o cara tem que saber muito bem Orientação a Objetos, Reflexão, Refactoring e mais Refactoring, AOP, a diferença entre excessões checadas e não checadas, para que serve cada tipo de collection, todas as classes no mínimo dos pacotes java.lang e java.util e mais um monte de outras coisas.
Só para finalizar.
Vocês não vão conseguir se tornar especialistas em nada da noite para o dia. Isto vai demorar bastante, e mesmo que você queira ser especialista em .NET por exemplo, você vai ter que estudar muitas outras coisas.
A pior coisa que tem é programador bitolado que acha que a única linguagem/ferramenta/time/religião que presta é a que ele conhece agora …
(isto foi um misto de dicas com desabafo
)
Tags: conceito, lprodjava, produtividade
Ok, o título deste post ficou meio estranho, mas como muita gente diz que isto é magia negra mesmo, então até que o título não esta tão ruim ![]()
Uma coisa que eu vejo bastante por ai, e não é de hoje, é que grande parte dos programadores Java não faz idéia do que seja Reflection, e normalmente tem medo de escrever, ou até mesmo de ler código “complicado”.
Não vou dizer que reflection é simples, mas é um recurso extremamente poderoso do Java que todo programador Java deveria conhecer.
Reflection em java, é como o nome diz, a possibilidade de programaticamente, visualizar um reflexo de um objeto ou uma classe, e como em um espelho, é possível também distorcer um pouco esta imagem quando necessário.
Como no reflexo em um espelho, o que você visualiza, não é o objeto real, apenas um reflexo deste, mas como na física, você pode deduzir como interagir com o objeto real, utilizando o seu reflexo.
Quando eu escrevi isto, lembrei de uma cena de um filme muito velho, acho que era “fúria de titâs” ou algo assim, onde alguem utilizava o reflexo da medusa em um escudo para lutar com ela sem se transformar em pedra.
Mas voltando ao assunto, reflection, é a possibilidade, de em tempo de execução, diversas informações sobre um objeto qualquer, incluindo mas não se limitando a seguinte lista:
Via reflexão também é possível por exemplo, executar as seguintes ações em um objeto de uma classe que não existia no momento em que o código foi desenvolvido (um plugin por exemplo):
Claro que estes são só exemplos, a API de reflection adiciona muito mais flexibilidade do que isto, principalmente quando combinada com algum framework de AOP ou com a API de criação de Proxies disponível no próprio Java.
Mas para fazer tudo isto, é necessário conhecer algumas classes que a maior parte dos programadores Java não se preocupam em conhecer.
Só um detalhe antes de apresentar as novas classes, apenas combinando a API de reflection com a API de Proxies e o suporte a annotations do Java 5 é possível implementar todos os recursos do EJB3 por exemplo.
Agora vamos aprender a usar espelhos para fazer mágica
Agora um exemplo básico, por que acredito que vocês não conseguiram entender muita coisa até aqui, mas eu prometo que depois de um exemplo as coisas vão ficar um pouco mais claras.
Este exemplo, razoavelmente simples, vai listar todos os métodos e atributos públicos em uma classe.
Para o exemplo se tornar um pouco mais divertido, o nome da classe deve ser passado como parâmetro, isto também faz você poder listar uma classe que não existia quando o programa foi compilado.
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 | package test; import java.lang.reflect.*; public class List { public static void main(String[] args) throws Exception{ if(args.length!=1) throw new Exception("Voce precisa informar o nome da classe como unico parametro"); Class<?> clazz = Class.forName(args[0]); printClassInformation(clazz); printClassAttributes(clazz); printClassMethods(clazz); } public static void printClassInformation(Class<?> clazz) throws Exception { System.out.println("Class Name: " + clazz.getName()); } public static void printClassAttributes(Class<?> clazz) throws Exception { for(Field f : clazz.getDeclaredFields()){ System.out.format("\t--Private Attribute Name: %s, Attribute Type: %s\n",f.getName(),f.getType().getName()); } } public static void printClassMethods(Class<?> clazz) throws Exception { for(Method m : clazz.getMethods()){ System.out.format("\tMethod Name: %s, Return Type: %s, Parameter Types: %s\n",m.getName(),m.getReturnType().getName(),m.getParameterTypes().toString()); } } } |
Compile este exemplo, e execute passando por exemplo “java.lang.Class” como parâmetro e você vai ter um exemplo básico do funcionamento da API de Reflection.
Você pode também criar outra classe, empacotar ela em um arquivo .jar, adicionar este jar no classpath e executar este exemplo passando o nome da sua nova classe como parâmetro.
Claro que este é um exemplo extremamente básico, com um código que se não fosse pelo parâmetro > passado para algumas classes, poderia ser executado até no Java 1.2, ou seja, a API de reflexão não é nova, é apenas sub utilizada pelo programador de nível médio.
Ahh, mas saber isto vai fazer com que eu seja um expert em java?
Claro que não! Mas não saber isto, com certeza te impede de ser um
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 | package test; import java.lang.reflect.*; public class Call { public static void main(String[] args) throws Exception { Class<?> clazz = Class.forName(args[0]); Method m = clazz.getMethod(args[1]); Object instance = clazz.newInstance(); Object result = m.invoke(instance); System.out.println(result); } } |
Este é outro exemplo bastante simples, apenas para demonstrar algumas possibilidades, este exemplo bastante simples, chama um método sem parâmetros em uma classe qualquer que tenha um construtor padrão.
Para chamar métodos estáticos, seria necessária uma pequena alteração, o parâmetro passado para o método “invoke” da classe Method, é a instancia do objeto onde o método deve ser chamado, para métodos estáticos, esta instância é substituida pela classe que possui o método estático.
E o construtor padrão é necessário, por que precisamos de uma instância da classe para invocar o método, se a classe não possuir um construtor padrão, precisaremos passar parâmetros para o construtor, o que iria complicar bastante o exemplo, e a idéia aqui é só mostrar algumas possibilidades, e não complicar mais ainda a vida de vocês.
Mas como funciona o exemplo?
Tente compilar o exemplo, e executar ele passando os parâmetros:
java.lang.Object hashCode
ou
java.lang.Object toString
ou
QualquerNomeDeClasse nomeDeUmMétodoSemParâmetrosDestaClasse
e pronto, método executado.
Ai você vai pensar agora: Mas é muito mais fácil eu escrever direto “System.out.println(new Object().hashCode())” no meu código.
Claro que é, mas para isto você precisaria saber que o método que seria executado era o hashCode de uma nova instância de Object.
A idéia da API de reflection é obter informações em tempo de execução, é possibilitar um pouco de méta programação no Java.
Imagine só, criar um proxy para uma interface que garante que todos os métodos executados, caso tenham a anotação @Transactional, serão executados dentro do contexto de uma transação.
Isto é meta programação, isto é manter a mente um pouco mais aberta do que o programador médio.
Outra possível pergunta: Tu não vai ser expulso do clubinho por que esta revelando os segredos, como aconteceu com o Mister M?
Resposta: Claro que não, isto não é segredo nenhum, tu só não tinha aprendido antes por que não parou para estudar. Se você fosse um pouco mais preguiçoso, como eu, você já teria parado para estudar uma forma de trabalhar menos com as ferramentas que você tem na mão, e se você é um programador, meta programação, é uma forma de fazer mais trabalhando menos.
Mais uma pergunta: Por que ninguem me contou isto antes? explicando assim até parece fácil!
Resposta: Provavelmente achavam que tu é burro demais para entender, agora tu pode provar que isto não é verdade. E não se engane, não é tão simples assim, código usando reflexão pode ficar bastante complicado, eu só mostrei uns exemplos bem básicos.
A API de Proxies eu vou deixar como assunto para um próximo post, minha imagina imaginação esta meio fraca hoje, estou de saco cheio de assistir esta aula maluca que eu não to nem prestando atenção, acho que vou pra casa já
Se vocês tiverem idéias de mais exemplos que vocês querem ver como pode ser feito com reflexão, ou se tiverem perguntas sobre reflexão em java, por favor sintam-se a vontade de registrar as perguntas, dúvidas e sugestões aqui nos comentários do blog, vou tentar responder todas as perguntas ![]()
E como sempre, se você gostou deste post, indique para seus amigos, e coloque um link no seu blog
Acho que daqui a uns dias eu escrevo mais sobre reflection, mas vou tentar utilizar uns exemplos mais complexos, se tiverem sugestões para o próximo post, é só deixar nos comentários.
Tags: Java, lprodjava, produtividade, reflection
Já sou desenvolvedor a algum tempo (comecei em 1997, façam as contas se quiserem
), e uma das coisas mais importantes que aprendi até hoje é com certeza que todas as mensagens de erro geradas por linguagens de programação, frameworks, e assemelhados, são realmente feias.
Os Stack Traces do Java são realmente muito feios, chegam a assustar quem esta começando, os do Ruby não são muito melhores.
Em C++ não tem stack traces, mas os memory dumps fazem um papel parecido, e memory dumps podem ser conseguidos a partir de qualquer linguagem compilada.
O C# tem stack traces também, bem próximos do Java, acredito que isto seja parte do .NET e não uma particularidade do C#, mas eu conheço muito pouco de .Net, então agradeço se alguem puder confirmar isto.
Outra coisa bastante importante, e uma verdade absoluta, regra inquebrável, e como tal, tem pouquíssimas exceções, é que o código que você vai escrever não vai funcionar de primeira, você não é perfeito, e você vai cometer erros.
Pode acontecer de uma ou duas vezes durante a sua vida, você conseguir testar alguma coisa e esta coisa funcionar de primeira, mas eu não faria com que a minha felicidade dependesse disto, por que esta é uma situação bastante incomum.
Beleza, e o que uma coisa tem a ver com a outra?
Se você vai cometer erros, você vai precisar descobrir o que você fez de errado, e muitas das vezes, isto não vai ser fácil, e o seu melhor amigo para esta situação, a melhor ajuda que você vai conseguir, não vai ser do seu colega do lado, por mais Nerd que ele seja, vai ser a mensagem de erro/stack trace/memory dump que vai salvar a sua pele nesta situação.
Se o seu colega Nerd for te ajudar, provavelmente, ele vai perguntar: “Qual foi o erro?”
E se preste atenção nesta listinha de respostas:
Estas são resposta inválidas, e provavelmente vão fazer o seu colega, que poderia te ajudar, ficar bastante chateado, e te ajudar com má vontade.
Para resolver este problema, você precisa aprender a ler estas mensagens de erro, isto vai te poupar muito tempo, e tudo o que poupa tempo, acaba te tornando mais produtivo, se tu for mais produtivo, o teu chefe vai gostar mais de ti, e tu vai ganhar mais, se tu for mais produtivo, tu vai terminar o que tem que fazer mais rápido, e por conseqüência, vai pra casa mais cedo
A leitura de mensagens de erro, seja qual for a encarnação, requer quatro coisas:
Algumas vezes, apenas ler a mensagem ja resolve o problema, como neste exemplo que peguei por ai na web:
INFO 13:37:20 [org.hibernate.connection.ConnectionProviderFactory] - Initializing connection provider: org.springframework.orm.hibernate3.LocalDataSourceConnectionProvider WARN 13:37:41 [org.hibernate.util.JDBCExceptionReporter] - SQL Error: 17002, SQLState: null ERROR 13:37:41 [org.hibernate.util.JDBCExceptionReporter] - Io exception: The Network Adapter could not establish the connection WARN 13:37:41 [org.hibernate.cfg.SettingsFactory] - Could not obtain connection metadata java.sql.SQLException: Io exception: The Network Adapter could not establish the connection at oracle.jdbc.driver.DatabaseError.throwSqlException(DatabaseError.java:125) at oracle.jdbc.driver.DatabaseError.throwSqlException(DatabaseError.java:162) at oracle.jdbc.driver.DatabaseError.throwSqlException(DatabaseError.java:274) at oracle.jdbc.driver.T4CConnection.logon(T4CConnection.java:328) at oracle.jdbc.driver.PhysicalConnection.(PhysicalConnection.java:361) at oracle.jdbc.driver.T4CConnection. (T4CConnection.java:151) at oracle.jdbc.driver.T4CDriverExtension.getConnection(T4CDriverExtension.java:32) at oracle.jdbc.driver.OracleDriver.connect(OracleDriver.java:595) at java.sql.DriverManager.getConnection(DriverManager.java:525) at java.sql.DriverManager.getConnection(DriverManager.java:140) at org.springframework.jdbc.datasource.DriverManagerDataSource.getConnectionFromDriverManager(DriverManagerDataSource.java:291) at org.springframework.jdbc.datasource.DriverManagerDataSource.getConnectionFromDriverManager(DriverManagerDataSource.java:277) at org.springframework.jdbc.datasource.DriverManagerDataSource.getConnectionFromDriverManager(DriverManagerDataSource.java:259) at org.springframework.jdbc.datasource.DriverManagerDataSource.getConnection(DriverManagerDataSource.java:241) at org.springframework.orm.hibernate3.LocalDataSourceConnectionProvider.getConnection(LocalDataSourceConnectionProvider.java:80) at org.hibernate.cfg.SettingsFactory.buildSettings(SettingsFactory.java:72) at org.hibernate.cfg.Configuration.buildSettings(Configuration.java:1859) at org.hibernate.cfg.Configuration.buildSessionFactory(Configuration.java:1152) at org.springframework.orm.hibernate3.LocalSessionFactoryBean.newSessionFactory(LocalSessionFactoryBean.java:800) at org.springframework.orm.hibernate3.LocalSessionFactoryBean.afterPropertiesSet(LocalSessionFactoryBean.java:726) at org.springframework.beans.factory.support.AbstractAutowireCapableBeanFactory.invokeInitMethods(AbstractAutowireCapableBeanFactory.java:1059) at org.springframework.beans.factory.support.AbstractAutowireCapableBeanFactory.createBean(AbstractAutowireCapableBeanFactory.java:363) at org.springframework.beans.factory.support.AbstractBeanFactory.getBean(AbstractBeanFactory.java:226) at org.springframework.beans.factory.support.AbstractBeanFactory.getBean(AbstractBeanFactory.java:147) at org.springframework.beans.factory.support.DefaultListableBeanFactory.preInstantiateSingletons(DefaultListableBeanFactory.java:269) at org.springframework.context.support.AbstractApplicationContext.refresh(AbstractApplicationContext.java:320) at org.springframework.context.support.ClassPathXmlApplicationContext. (ClassPathXmlApplicationContext.java:87) at org.springframework.context.support.ClassPathXmlApplicationContext. (ClassPathXmlApplicationContext.java:72) at org.springframework.test.AbstractSpringContextTests.loadContextLocations(AbstractSpringContextTests.java:121) at org.springframework.test.AbstractDependencyInjectionSpringContextTests.loadContextLocations(AbstractDependencyInjectionSpringContextTests.java:210) at org.springframework.test.AbstractSpringContextTests.getContext(AbstractSpringContextTests.java:101) at org.springframework.test.AbstractDependencyInjectionSpringContextTests.setUp(AbstractDependencyInjectionSpringContextTests.java:178) at junit.framework.TestCase.runBare(TestCase.java:125) at junit.framework.TestResult$1.protect(TestResult.java:106) at junit.framework.TestResult.runProtected(TestResult.java:124) at junit.framework.TestResult.run(TestResult.java:109) at junit.framework.TestCase.run(TestCase.java:118) at junit.framework.TestSuite.runTest(TestSuite.java:208) at junit.framework.TestSuite.run(TestSuite.java:203) at org.eclipse.jdt.internal.junit.runner.junit3.JUnit3TestReference.run(JUnit3TestReference.java:128) at org.eclipse.jdt.internal.junit.runner.TestExecution.run(TestExecution.java:38) at org.eclipse.jdt.internal.junit.runner.RemoteTestRunner.runTests(RemoteTestRunner.java:460) at org.eclipse.jdt.internal.junit.runner.RemoteTestRunner.runTests(RemoteTestRunner.java:673) at org.eclipse.jdt.internal.junit.runner.RemoteTestRunner.run(RemoteTestRunner.java:386) at org.eclipse.jdt.internal.junit.runner.RemoteTestRunner.main(RemoteTestRunner.java:196)
Como pode ser visto na linha 5, os stack traces no Java, começam sempre pelo nome completo da classe da última exceção gerada, seguida imediatamente pela mensagem de erro, separadas por “:”.
No caso deste exemplo, precisamos apenas acreditar que não foi possível conectar no banco de dados, ocorreu algum problema de rede.
Isto nos leva a um ponto que você vai descobrir sozinho quando trabalhar com oracle por um tempo, eles não ajudam muito a descobrir qual o problema ![]()
Acredito que este erro tenha ocorrido por problemas de configuração da conexão com o banco de dados ou então problemas com o banco de dados real …
Mas este stack esta aqui só pra eu poder reclamar um pouquinho da Oracle ![]()
Não serve como um exemplo do que eu quero mostrar para vocês (que tiveram paciência de ler até aqui);
Vejam este outro stack que eu gerei de propósito como exemplo:
Exception in thread "main" java.lang.NullPointerException at java.io.File.(File.java:222) at utils.urubatan.StackTraceReadingExample.readConfigurationFromFileName(StackTraceReadingExample.java:29) at utils.urubatan.StackTraceReadingExample.readConfiguration(StackTraceReadingExample.java:25) at utils.urubatan.StackTraceReadingExample.verifyConfiguration(StackTraceReadingExample.java:21) at utils.urubatan.StackTraceReadingExample.connectAndExecuteQuery(StackTraceReadingExample.java:17) at utils.urubatan.StackTraceReadingExample.main(StackTraceReadingExample.java:11)
Na linha 1, já temos um erro bastante comum, e se você ler isto, olhar para o seu colega do lado, e reclamar que o seu codigo gera um NullPointerException sem dizer o que esta acontecendo, por favor, desista de programar agora, antes que você fique realmente frustrado, ou se for muito insistente, coloque o seu amigo na cadeira de um psicólogo achando que trabalha com retardados ![]()
Este stack é até bem fácil, e serve para demonstrar o que eu quero …
Para ler um Stack trace, comece a ler de traz para frente, ou seja, leia normalmente de cima para baixo, e pare de ler na primeira linha em que o nome da classe pertencer ao seu projeto.
Neste caso, isto ocorre na linha 3 do stack trace: utils.urubatan.StackTraceReadingExample.readConfigurationFromFileName(StackTraceReadingExample.java:29)
Onde podemos ver que o erro esta sendo gerado no método “readConfigurationFromFileName”, da classe “StackTraceReadingExample”, na linha 29 do arquivo “StackTraceReadingExample.java”, ou seja, para corrigir o problema vamos para esta linha ver o que acontece lá, segue o código do exemplo:
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 | package utils.urubatan; import java.io.File; import java.io.FileReader; import java.io.IOException; import java.util.Properties; public class StackTraceReadingExample { public static void main(String[] args) throws IOException { StackTraceReadingExample ex = new StackTraceReadingExample(); ex.connectAndExecuteQuery(); } private String fileName; private Properties configuration; private void connectAndExecuteQuery() throws IOException { verifyConfiguration(); } private void verifyConfiguration() throws IOException { readConfiguration(); } private void readConfiguration() throws IOException { readConfigurationFromFileName(fileName); } private void readConfigurationFromFileName(String theFileName) throws IOException { FileReader fr = new FileReader(new File(theFileName)); createEmptyConfigurationIfNeeded(); configuration.load(fr); fr.close(); } private void createEmptyConfigurationIfNeeded() { if (configuration == null) { configuration = new Properties(); } } } |
Na linha informada, a única variável que esta sendo utilizada é o nome do arquivo, que se formos ler o código, realmente nunca foi inicializado, para resolver este problema, basta que alteremos a linha 13 para inicializar a variável para algum nome de arquivo, vou adicionar: = “teste.config” e vamos ver o que acontece.
Depois desta alteração continuamos com um erro, e este stack continua bastante simples, mas é um pouco mais complicado que o anterior:
Exception in thread "main" java.io.FileNotFoundException: teste.config (The system cannot find the file specified) at java.io.FileInputStream.open(Native Method) at java.io.FileInputStream.(FileInputStream.java:106) at java.io.FileReader. (FileReader.java:55) at utils.urubatan.StackTraceReadingExample.readConfigurationFromFileName(StackTraceReadingExample.java:29) at utils.urubatan.StackTraceReadingExample.readConfiguration(StackTraceReadingExample.java:25) at utils.urubatan.StackTraceReadingExample.verifyConfiguration(StackTraceReadingExample.java:21) at utils.urubatan.StackTraceReadingExample.connectAndExecuteQuery(StackTraceReadingExample.java:17) at utils.urubatan.StackTraceReadingExample.main(StackTraceReadingExample.java:11)
Agora o erro esta na 5a linha do stack, que é a primeira linha com código fonte da aplicação …
Esta é a técnica básica para ler stack traces:
Com estes passos, os stack traces vão te ajudar bastante, algumas IDEs como o Eclipse por exemplo, imprimem os stack clicaveis no console, ou seja, você clica em uma linha do stack trace, e o eclipse abre o arquivo, na linha em que o erro ocorreu.
Estes passos servem também para builds ANT, para programas escritos em action script (Flash ou Flex), para programas escritos em Ruby, incluindo o Rails.
E com pequenas adaptações, funciona também para C++, C, qualquer outra linguagem que gere algo parecido com um stack trace.
Agora uma perguntinha, só pra não perder o costume, você que leu até aqui, acha que valeu a pena a leitura? tem algum colega que você gostaria de poder obrigar a ler isto? ou tem algum exemplo que não se enquadra no que eu escrevi?
Eu tenho alguns amigos que eu gostaria de obrigar a ler isto, ou então abrir a cabeça e jogar isto para dentro, mas infelizmente eu não posso fazer isto.
Se você acha que o texto ficou bom, indique a leitura, se acha que precisa melhorar alguma coisa, deixe nos comentários que eu incorporo a melhoria no texto do post
PS.: este versionamento de posts do WP até que é legal, apaguei tudo sem querer, e acho que consegui recuperar legal com ele
Tags: lprodjava
Por mais que você seja um excelente programador, que todo o seu código funcione perfeitamente na primeira vez em que é executado (o que eu acho bem pouco provável que aconteça), por mais que você conheça pouco do código do sistema, ou por qualquer outro motivo que você possa lembrar agora ou daqui a 10 anos.
Em código que esta funcionando se mexe sim!
Mas por que estou dizendo isto? Porque se você fizer como eu, e de vez em quando, mas só de vez em quando para não ficar muito decepcionado consigo mesmo, pegar algum código que você escreveu no mês passado, ou a seis meses atrás, ou a um, dois, cinco ou dez anos, você vai achar este código muito mal escrito, mal organizado, feio, escrito por alguém que ainda precisava aprender tudo o que você aprendeu neste intervalo.
Se isto não acontecer com você, com certeza você está se tornando um programador medíocre que não aprendeu absolutamente nada neste intervalo, que não está melhor hoje do que era na semana passada, ou no mês passado ou no ano passado.
Esta sensação de que o código velho é ruim, não quer dizer que você era um programador ruim, é apenas o sinal de que você se esforçou e que hoje você é muito melhor do que era quando escreveu aquele código.
Ok, e o que isto tem a ver com este post? Tudo!
Se este código velho faz parte de algum sistema, biblioteca, projeto ou qualquer coisa do gênero que você não trabalha mais, deixe da forma como está, as pessoas que estão trabalhando nele agora que se preocupem com ele. Mas se ao contrário ele ainda faz parte de um código que você evolui dia a dia, então é sua responsabilidade fazer com que este código velho e maltrapilho, escrito por você ou não, evolua também, pelo menos o suficiente para não atrapalhar o código novo, escrito por este programador muito melhor do que aquele que escreveu o lixo que está sob seus olhos, mesmo que este tenha sido você ontem.
E este ato de piedade, generosidade e auto compaixão, é chamado de refactoring.
Ou seja, você vai fazer com que o código legado, melhore, seja mais testável, mais estável, mais bonito, sem quebrar todo o resto do sistema que já depende daquele pedaço de lixo que você escreveu no passado ![]()
E por que isto é também um ato de “auto compaixão”? Porque como eu ouvi um amigo comentar várias vezes, assim você esta diminuindo a quantidade de problemas legados que você vai ter que lidar no futuro próximo.
Segundo a wikipedia: Refatoração (do inglês Refactoring) é o processo de modificar um sistema de software para melhorar a estrutura interna do código sem alterar seu comportamento externo.
Segundo o papa: Refatoração é uma técnica disciplinada para reestruturar um corpo de código existente, alterando a sua estrutura interna sem alterar o seu comportamento externo. O coração da técnica é uma série de pequenas transformações preservando o comportamento. Cada transformação (chamada de refactoring) faz um pouco, mas uma série de transformações podem produzir um resultado significante para a qualidade do sistema. Já que cada refatoração é pequena, é menos provável que ela cause algum problema. O sistema é mantido 100% funcional depois de cada refactoring. Reduzindo as chances de algum problema grave no sistema no final da reestruturação.
Basicamente se você acha que pode melhorar o código, isto já vale o rafactoring. Você achar que pode melhorar o código quer dizer que você esta sentindo que tem alguma coisa errada com ele, mesmo que você não tenha muita certeza de o que esta errado. Isto só quer dizer que você já aprendeu mais coisas depois que escreveu o código que esta lendo agora.
Mas podemos também formalizar isto um pouco, ou seja, definir alguns pontos nos quais todos concordam haver problemas no código, estes servem como argumento inclusive para você dizer que o código dos outros não esta muito bom, ou para você ter certeza de que o seu esta um lixo logo depois que escreve-lo.
Os nomes em inglês estão ali por que eu não inventei isto, eu retirei esta pequena lista do livro do Fowler sobre rafactoring, também referenciado como “a biblia” pelo menos por mim
Ok, agora que você já sabe como identificar alguns problemas (é fácil, é só você achar que hoje sabe mais do que ontem
), vamos ver algumas soluções engarrafadas, prontinhas para beber, ou utilizar na sua IDE preferida (todas as IDEs Java hoje em dia possuem um suporte muito bom para refactorings).
Claro que estes não são os únicos refactorings existentes, esta é apenas parte da lista que pode ser encontrada no site do livro de refactorings do Martin Fowler. Apenas as descrições foram escritas por mim, e mesmo no site, ou no livro do Fowler você não vai encontrar uma lista completa, por que é bem possível que outro refactoring seja criado hoje ou amanha, o importante é entender a idéia.
Uma das coisas boas de ótimas idéias é que muita gente gosta delas, e acaba copiando.
Em algum momento do passado remoto do desenvolvimento java, quando as boas IDEs eram todas pagas, o pessoal da JetBrains, leu “a biblia” e disse: Que o IntelliJ IDEA ajude os desenvolvedores a fazerem os rafactorings para que o código se torne bonito e legível. E assim fez o IntelliJ IDEA.
Algum tempo depois, o eclipse copiou a idéia e passou a suportar muitos refactorings também, e hoje em dia o NetBeans também suporta muitos refactorings, e assim o desenvolvedor vive feliz podendo ser produtivo com a sua IDE favorita.
Eu adoro o IntelliJ IDEA, mas utilizo muito mais o eclipse, e algumas vezes até o NetBeans.
Todas as 3 IDEs suportam refactorings, e até o VIM e o Emacs suportam refactorings, mas não se iludam desenvolvedores Java, o pessoal da microsoft viu que isto era bom, e também adicionou suporte a diversos refactorings no visual studio, por tanto vocês não são mais os únicos com boas ferramentas.
Então respondendo a pergunta do título, não precisa decorar tudo, e não precisa fazer tudo na unha não, mas por favor, decore pelo menos os atalhos para os refactorings suportados pela sua IDE, o seu código agradece.
Outro dia eu coloco uma lista de atalhos de cada IDE para alguns refactorings por aqui (se der tempo
)
Um dos valores do Extreme Programming é a coragem, e este valor é necessário para se refatorar o código por exemplo, a probabilidade de o seu código parar de funcionar depois de um refactoring com a ajuda da sua IDE é bem pequena, um refactoring manual é mais arriscado, mas o código limpo bonito e funcional vale o risco.
Outra coisa, para diminuir o risco, escreva testes para o seu código sempre, com os testes, você tem algo para garantir que você não quebrou nada enquanto estava refatorando.
Mas se o mariquinhas ai não tem coragem de mexer no próprio código, pode continuar escrevendo código mediocre por ai, deve ter alguem com coragem o suficiente para fazer um trabalho decente e entregar código de qualidade na sua empresa, só espero que o seu chefe não se preocupe muito com qualidade, se não o teu medinho vai custar o teu emprego, por que com certeza, esta tua frescura já ta custando a qualidade do teu trabalho sua franguinha!
Sem brincadeiras agora, nem toda hora é hora de refatorar, nem todo refactoring vale a pena, nem sempre se tem tempo para melhorar o que já esta pronto, mas ler o código e saber o que pode ser melhorado, e como melhora-lo vai garantir que você faça menos porcaria no futuro, pelo menos comigo isto funciona
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