De volta ao assunto: to speak english or not?
Falar ingles ou não?
bom, este é um assunto bastante discutido por ai …
Inclusive fui criticado semana passada por traduzir alguns artigos que eu acho legais aqui no blog.
Vejam bem, estas traduções tem três objetivos simples, nenhum deles é incentivar pessoas a não aprender ingles, por que como eu ja falei antes, acho imprescindivel para qualquer um que queira trabalhar com informatica, saber no minimo ler e escrever em ingles.
Estas traduções tem por objetivo exatamente nesta ordem:
- Trazer visitantes para o blog
- Incentivar os que não sabem ingles a estudar, pois todas as traduções possuem links complementares em ingles
- Praticar um pouco do meu ingles, ja que quando estou lendo algo em ingles eu entendo tudo o que esta escrito, mas eu não traduzo para portugues, eu simplesmente entendo o que esta la, da mesma forma que quando se le algo em portugues, por tanto a minha tradução não é o ponto forte, por isto traduzir algo é praticar pra mim
Mas hoje eu li um post no Balance on Rails que é exatamente o que eu penso sobre a obrigatoriedade de falar ingles, mas escrito de uma forma muito melhor do que eu conseguiria escrever, por tanto, leiam este artigo.
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[]’s!
Acho que quem critica quem faz traduções como essa pensa algo como, “Eu me esforcei pagando/estudando para aprender inglês pra ver gente traduzindo material relevante para a massa ignorante?”. O pensamento/sentimento que melhor se encaixa aí é mesquinharia. Alguns que ainda verbalizam justificativas como “só defendo q eles se obriguem a crescer” podem estar deixando esse sentimento cegar para algo maior. Acho mais saudável para todos pensarmos que somos uma comunidade com diferentes talentos e capacitações (tanto em termos de natureza quanto em nível). A riqueza dela está em cada um dar de si o seu melhor e assim contribuir sistemicamente para com o todo. Podemos imaginar um cérebro, onde diferentes neurônios/áreas se especializam num conjunto de tarefas (como falar e ouvir), se estas conseguissem convencer todas as outras que o que elas fazem é o melhor e que elas deveriam fazer o mesmo, acho que falaríamos e ouviríamos muito, mas não seríamos muito diferentes de qualquer outro animal (veja que não disse “melhor”).
Não estou menosprezando a proficiência em inglês, estou dizendo que esse não é o nosso foco (talvez fosse para uma comunidade de Letras-Inglês). É uma competência de grande valor, CLARO, daí a importância de pessoas como Urubatan que contribuem ao criar meios para que outras partes da comunidade tenham acesso a esse material relevante. Esse tipo de atitude (que tem grande retorno também para o próprio Urubatan) é que cria e/ou fortalece uma comunidade! Daí porque acredito ser importante traduzir para o português os projetos de frameworks dos nossos pioneiros tupiniquins. A força intelectual de uma pessoa não pode ser confundida com as línguas que ela fala, fora que há diferentes níveis em que a pessoa pode se encontrar no aprendizado do inglês. Materiais traduzidos como esse inserem muitas pessoas no tema/tecnologia em questão (ou mesmo servem para criar uma “interface” com outras comunidades), e ao informar sua fonte e outras referências externas pode estimular o aprendizado da língua original, afinal, quanto mais você aprende, percebe que tem mais a aprender. Isso que é estimular.
Não faz sentido esperarmos que todo mundo fale inglês para o Brasil se tornar um gigante da tecnologia, basta agirmos como uma comunidade inteligente! Não podemos descartar gente boa por responder se sabe inglês com um “não” ou “mais ou menos”. Entre os “0″s e “1″s (ou “não” e “sim”) existem ocultos infinitos valores, e em muitos casos você pode perder BASTANTE ao ignorá-los, ainda mais nos casos onde esses valores podem ser: Idéias, visões, entusiasmo, vontade, garra, esforço, trabalho, amizade, etc. Toda Linguagem (que é um tipo de informação) é poder, e como já percebemos (ou pelo menos deveríamos depois da Internet-Web), o melhor para as comunidades (de qualquer tamanho) é que o poder seja acessível e distribuído. Seja essa Linguagem Ruby, Inglês, Informática, Direito, Instrução, Cultura, Empreendedorismo, etc. Esse tipo de coisa é que cria ou melhora uma realidade, vide projetos open-source, web 2.0, países desenvolvidos, etc.). Uma realidade é uma teia.
Witaro, muito obrigado pelo comentário …
Só quero deixar clara a minha posição …
Eu acredito que falar ingles é obrigatório para qualquer um que queira seguir uma carreira em TI.
o importante é ajudar a difundir conhecimento, traduzindo documentos voce estará contribuindo para isso, por isso parabens.
agora…. cara que acha que porque um sujeito leu um artigo traduzido nao vai querer aprender ingles é osso.
Olá Urubatan, nunca tinha comentado no seu blog mas acredito já ter lido artigos seus (lendo no RSS nunca presto atenção na origem, sorry
Primeiro, muito obrigado por sua citação ao meu artigo. Segundo, é bom ver que mais pessoas compartilham da mesma opinião que a minha. Terceiro, como os assuntos são o mesmo, peço às pessoas irem ao meu blog para checar a resposta que dei ao Witaro.
Acrescentando: pessoas como Urubatan, eu e outros têm blogs, websites, cursos, etc baseados em material que nós mesmos traduzimos. Portanto não é uma questão de “criticar quem traduz”. Eu sou um tradutor por hobby, não ganho um tostão pelos artigos do meu blog. Nossos objetivos são os mesmos: incitar a comunidade a olhar para um mundo maior.
Tenho pena de pessoas que precisam esperar por cursos traduzidos. Não digo isso com cinismo, mas com compaixão mesmo. Veja o caso de Rails. Eu escrevi meu livro em abril de 2006, demorou até setembro para ele ser lançado. Nesse período a versão 1.1 não ficou parada. No começo de 2007 a versão 1.2 foi lançada. Ou seja, meu livro já não é mais completo pois muita coisa relevante foi acrescentada.
Quem acompanha os websites em inglês não teve nenhum problema. Eu mesmo tentei traduzir muita coisa, mas não chega à uma fração do que existe disponivel. Eu não estou escrevendo outro livro e não tenho notícias de ninguém mais que está - espero estar errado. Mas quem quiser aprender a versão 1.2 ficou num beco sem saída se não souber inglês.
Em Java é a mesma coisa. Muita gente ainda está fazendo cursos para se certificar na versão 1.5. A versão 1.6 já é estável e está disponível faz tempo e já estamos no caminho da 1.7. Não dá para esperar todo esse material ser traduzido. Pessoas, como o Witaro disse, muito inteligente simplesmente estarão sempre 1 ou 2 anos atrasados em relação ao resto do mundo.
A única forma de sobrepujar isso é dando passos à frente, mas todo o material de pesquisa: livros de compiladores, livros sobre gerenciamento de threads em ambientes multi-core, livros sobre gerenciamento de memória em ambientes com garbage collectors geracionais, etc estão todos em inglês! Como um brasileiro conseguirá criar algo melhor e sair na frente? Sem inglês? Não há como. Tentar descobrir tudo do zero na tentativa e erro? É perda de tempo. Existe décadas de conhecimento documentado em inglês, por pesquisadores americanos, europeus e asiáticos que estão lá justamente para que ninguém precise começar do zero.
O inglês é uma prioridade. Mais do que tentar aprender uma linguagem nova. Mais do que tentar se certificar em EJB ou qualquer coisa. Temos conhecimento maior do que a lendária Biblioteca de Alexandria disponível apenas para quem consegue ler na língua dominante de nossa era: o inglês. Amanhã será o chinês? Quem sabe. Mas hoje, neste período da História é inglês, acostumem-se a essa idéia.
Sem querer ser chato, mas lá no título não deveria ser: “to speaK”?
yeap, deveria sim …
valeus
erro de digitação