Blog do Urubatan
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Desenvolvedor, Palestrante, Escritor, Nerd Assumido e Pai do Marcus :D
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10 Jan 08 Coisas que eu não entendo (Mercado de trabalho)

Por que alguns profissionais se contentam em utilizar apenas o básico de uma ferramenta e nunca tentam melhorar?
Exemplos básicos disto: Arrastadores de componentes, Programadores java que aprenderam struts e acham que não precisam de mais nada, …

Por que algumas pessoas preferem pagar menos por treinamentos de péssima qualidade, mesmo sabendo que não vão saber nada no final do curso?
Na minha opinião, se você se propõe a fazer um treinamento, a idéia é aprender, a única explicação para isto seria querer colocar mais um curso sem valor no curriculo …

Por que empresas sujam seus nomes vendendo cursos de baixa qualidade, mesmo que a preços baixos?
Eu acredito que um aluno descontente, que terminou um treinamento sem aprender nada, vai sair falando mal da empresa, alem disto ter um péssimo efeito no mercado, de pessoas que não tem capacidade de comparar a qualidade dos treinamentos não entenderem o por que de um curso bom, ser muito mais caro do que um “nascoxa”, prejudicando assim quem quer fazer um trabalho sério.

Por que muitos “programadores” acham tão complicado aprender uma nova linguagem de desenvolvimento?
Eu acredito que se alguem escolheu trabalhar com desenvolvimento, tem a obrigação de fazer isto bem feito, e isto inclui utilizar a ferramenta certa para cada situação, mesmo que esta seja uma outra linguagem.
Aprender uma nova linguagem, principalmente se esta tem uma abordagem muito diferente da anterior só traz benefícios, no final você ira programar melhor nas duas linguagens, apenas por ter aprendido um novo paradigma.
Tudo bem, é necessário investir tempo nisto, mas a pessoa só vai sair ganhando no final.
Pelo menos é a minha opinião, o que vocês acham?

Bom, acho que para o desabafo de hoje era isto, o que vocês acham destas perguntas? é isto mesmo ou eu que estou viajando e o mundo não é tão feio assim?

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Reader's Comments

  1. |

    Urubatan, não acho que você está errado não. O Mundo ai fora é muito mais feio do que a gnt pode imaginar.

    Só uma pergunta: O que q te mordeu?! o_O hhahah

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  2. |

    Bom acho que essa situação no mercado é geral e não somente para programadores Java.

    Um ponto crítico tambem é a resistência de mudanças de cultura nas empresas. No lugar que eu trabalho por exemplo, com quase 15 anos de empresa (só estou aqui a 4 meses), com uma mentalidade pra lá de atrasada, acham que vão conseguir introduzir desenvolvimento ágil, que envolve uma mudança de cultura radical.

    Outro ponto que abriu minha mente foi a partir do momento que me desvinculei de ferramentas MS (.NET no caso) e parti para outras linguagens como Ruby e Python, confesso que vem me acrescentando muita coisa positiva, acho que só temos a ganhar com isso mesmo que o mercado não seja tão favorável ainda para ambas.

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  3. |

    Minha resposta para cada uma delas :)

    1. Preguiça.
    2. Custo. O mais barato na maioria das vezes vence.
    3. Lucro
    4. A maioria não estuda pq sabe que a empresa não vai mudar seus conceitos, então, para que ser do contra?.

    No mais… mentalidade pequena. O mundo está cheio disso.

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  4. |

    Conformismo, acomodou ou mesmo preguiça? Acredito que seja isto, que leva uma pessoa a procurar um curso “nascoxa” ou mesmo deixar de aprender uma linguagem ou mesmo técnicas de programação diferentes.

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  5. |

    Muitos desenvolvedores escolheram a profissão por ser a que menos desagradava. Poucos outros como nos todos escolheram a profissão porque gostam muito dela.

    Acho que aqueles dois grupos nunca vão entender as coisas do outro perfeitamente

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  6. |

    Olá,

    Já vi todos os casos citados acima, e acrescento mais um:

    - Profissionais que se acomodam, e tornam-se dependentes de treinamentos para aprender uma nova tecnologia, não conseguindo aprender autodidaticamente.

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  7. |

    João Henrique, essa é uma visão extremamente errada! Cada pessoa possui uma maneira que a torne mais fácil de aprender alguma coisa, algumas gostam de ler, outras gostam de ler com rádio ligado, outras não gostam ler os textos e sim de testar o código direto no computador e outras gostam de aprender com alguém lhes ensinando. Isso é uma questão muito pessoal e que DE MANEIRA ALGUMA determina a capacidade e força de vontade de uma pessoa.

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  8. |

    Assim como o João Henrique, ja vi todos os casos acima e concordo com ele
    muitos profissionais se “encostam” em treinamentos, achando que somente isso é o suficiente para ser um bom profissional
    Infelizmente vivemos num mundo onde a imagem importa, e não o conhecimento
    Já passei por entrevistas que ao meu lado tinha gente que falava bonito e tinha dezenas de cursos, mas na pratica não era tudo aquilo
    E eu acho Diego Carrion, que seria um pouco do que você falou, mas o fato de que a nossa área pra muitos é como medicina, o fator dinheiro sempre fala mais alto

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  9. |

    Olá Adriano,

    Agradeço pelo feedback.

    Infelizmente não é uma questão de visão.
    É questão de fato.

    O mercado atual está muito concorrido, e tecnologias vem e vão num piscar de olhos. Hoje você entra no mercado, atualizado pelos treinamentos que fez. Porém daqui a 5 anos, outra tecnologia chega e outro profissional entra no mercado atualizado pelos treinamentos.
    E aí 3 alternativas: Você torce para ter tempo e dinheiro para fazer um treinamento; Você corre atrás, se vira, e aprende o caminho inicial das pedras (conhecimento consolidado vem com o tempo); Ou você está fora, e o outro profissional com menos experiencia, porém mais atualizado, toma seu lugar.

    Trabalho numa empresa de grande porte, e sei do que estou falando. Não é uma opnião particular.

    Concordo com você em um ponto: Isso não determina a capacidade de uma pessoa.
    O mundo está cheio de pessoas capazes, porém potencial não significa talento.

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  10. |

    João, o Leonardo citou um ponto importante com relação aos profissionais que se encostam em treinamentos. Aí também não dá. Mas acho treinamento uma maneira interessante quando você quer aprender outro paradigma ou alguma coisa que você nunca tenha tido contato com algo parecido antes. Por exemplo, suponhamos que eu trabalho com COBOL (e só conheça isso) e quero aprender Ruby. São coisas extremamente distintas e é bem capaz que a curva de aprendizado até você aprender Ruby direito auto-didaticamente será bem maior. Nesse caso, acho que um curso é extremamente indicado. Veja bem, isso não é 100% dos casos.

    Mas concordo com você quando, por exemplo, você quer aprender coisas que se autocompletem, por exemplo, suponhamos que eu saiba Java e quero aprender JPA. Eu não vou fazer um curso de JPA ou Hibernate, eu considero mais fácil, prático, menos custoso e mais prazeroso nesse caso aprender autodidaticamente.

    Abraço

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  11. |

    Olá Adriano,

    Finalmente ajustamos os pontos.

    Treinamentos são uma excelente fonte de aprendizado, por te ensinar o caminho das pedras.

    O que eu disse, é que o problema surge quando os “profissionais se acomodam, e tornam-se DEPENDENTES de treinamentos para aprender uma nova tecnologia, não conseguindo aprender autodidaticamente”.

    Um abraço.

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  12. |

    João,
    acho que esse seria um ótimo ponto de vista para todos os profissionais da nossa area… foi mais ou menos isso que tentei explicar
    Treinamento não é o suficiente, o profisssional tem que ter a mente mais aberta e não se apoiar somente nisso

    Abraços

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  13. |

    Leonardo,

    Também concordo que só treinamento não vai capacitar tanto o profissional, esse nosso ramo de TI depende muito mais do esforço da pessoa e ter realmente gosto pela coisa e não só encarar como “mais uma profissão para pagar as contas”.

    Abraços

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  14. |

    Samir,
    fico feliz em ver profissionais assim comentando nesse blog… cheguei a achar que era o único a pensar assim ahahahahahaahahahah
    muitos lugares que trabalhei a mentalidade é exatamente essa de “mais uma profissão para pagar as contas”

    Certa vez li uma frase que ate hoje não esqueço… so não lembro o autor, que dizia
    “Ame seu trabalho e não precisará trabalhar pelo resto da vida”

    Abraços

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  15. |

    Leonardo,

    É bem por ai hehehe…sem querer generalizar, mas é por isso que vemos tantos projetos problemáticos, tanta coisa feita “nascoxa” como cita o artigo e o pior de todos, os programadores “drag and drop”, realmente nada contra isso, acho que depender duma ferramenta para ser produtivo, até acho válido, mas tb acho um tanto que questionável.

    abraços

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  16. |

    “Ame seu trabalho e não precisará trabalhar pelo resto da vida”

    Ótima. Perfeita. hehe.

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  17. |

    Caros,
    Embora não seja programadora, trabalho com treinamentos na área e concordo totalmente com as observações de vocês. Nós sempre orientamos as pessoas que buscam nossos cursos que o grande aprendizado vai vir depois dele, com a prática. Ele só vai, como disse o João Henrique, ensinar o caminho das pedras. Por isso oferecemos um suporte para tirar dúvidas após o curso. O bom profissional pode sim utilizar um curso pra se atualizar, mas somente um estudo diário e prática constante acerca do tema vai lhe dar subsídios para dizer que conhece profundamente a ferramenta ou tecnologia.

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  18. |

    Falou e disse Aline

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  19. |

    Por que muitos “programadores” acham tão complicado aprender uma nova linguagem de desenvolvimento?

    Acredito que muitos acham ou estão em que chamo de zona de conforto, o que é uma pena, se o programador tem seus “50′” anos de mercado, esse corportamento é de se “tolelar”, o que ele mais quer mesmo e continuar com o seu COBOL e falar para os outros que aquilo é a melhor coisa do mundo. Agora se esse conportamento vier de alguem que esta a menos de -20 anos na area, é totalmente chato e se esse tipo de comportamento vier de um recem formado Putssss dai fedeu geral hehehe
    Obs: 50 e 20 anos falei por falar, pode ser menos ou mais, tanto faz.

    “As pessoas são resistentes as mudaças.” (n sei quem falou isso)

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  20. |

    Urubatan, perfeito este seu comentário. Também tenho a opinião que em projetos deve-se alcançar o melhor ROI possível, que é o que conta no final do projeto, otimização de custos (sobre você falar em melhor ferramenta para a situação). Querer ficar apenas no Java, Struts da vida, EJB 2.1, isso não os torna mais “especialistas”, e sim, mais “cegos”. Linguagens script estão aí para ficar, IMHO, é mto melhor usar um Ruby ou Groovy para programar do que Java. Java tem que ser considerada de uma vez por todas como Plataforma, e não como linguagem!!!
    Abraços, e continue com o ótimo trabalho.

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  21. |

    Ja discuti muito sobre esse assunto no meu emprego anterior, particularmente vejo a informatica, principalmente a area de programacao, nao como um emprego qualquer pois ela necessita de paixao, curiosidade e busca constante pelo conhecimento.

    É bem essa frase “Ame seu trabalho e não precisará trabalhar pelo resto da vida”, com programação é assim, quantos de nós se divertem resolvendo problemas, lendo codigo fonte de framework para catar bugs…

    Infelizmente tem muita gente que trata isso como um emprego como qualquer outro, dai torna-se o profissional mediocre que tem as pencas ai pelo mercado, o mesmo vale para os treinamentos mediocres por usa vez ministrados por esses profissionais mediocres…

    E ai o ciclo esta formado, pensem nisso

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  22. |

    A questão de aprender uma nova linguagem para alguns programadores não é tão simples como aprender a usar uma nova IDE.

    É o caso que ocorreu comigo, fui fazer um levantamento de requisitos na Receita Federal onde ainda usam um sistema em ACCESS, o problema é que o arquivo (back-end) está gigante e está atrapalhando o andamento do sistema.

    Foi quando eu ouvi a frase do criador do sistema: “Para que eu vou aprender outra linguagem se com access eu consigo resolver meus problemas?”

    No mundo da computação existem pessoas de cabeça fechada, e as vezes, estas atrapalham o crescimento do nosso setor.

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  23. |

    Identifico três problemas:
    1 – O problema é que nosso mercado aqui no Brasil não tem volume de negócios, não somos uma economia que gera empreendimentos na área de TI para forçar uma diminuição natural do desemprego;
    2 – Commodity, a maioria das empresas ainda estão se informatizando em coisas básicas, coisas que o primeiro mundo já fez desde a década de 70.
    3 – Code monkeys , não sei se é como consequência dos dois primeiros, mas a maioria dos trabalhos são para criação de formulários, quantos algoritmos de verdade você criou nos últimos 5 anos em seu trabalho?

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  24. |

    Concordo plenamente com esse seu comentário Urubatan, principalmente o que tange programadores e o aprendizado em novas linguagens.
    Desde que comecei a estudar JAVA acompanho seu blog, parabéns.

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  25. |

    +Code monkeys+ Muito bem levantado, o problema que muitos acham que programar é criar formularios e CRUDs, por isso esses cursos fuleras fazem sucesso e tambem programadores fakes, ja ouvi muito uma frase que me deixa preocupado: “Para que aprender Java se eu posso fazer a mesma coisa em .NET utilizando drag and drop”. E o pior essas pessoas estão trabalhando o.O, acho que o grande problema é a mentalidade da população que não se preocupa mais na qualidade do trabalho mas sim no dinheiro que irão ganhar no fim do mes.
    Alias isso não só ocorre na area de TI mas em todas as areas!!! Triste mas real.

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  26. |

    [...] do Urubatan: Por que alguns profissionais se contentam em utilizar apenas o básico de uma ferramenta e nunca [...]

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  27. |

    Olá Urubatan, concordo realmente com todos os seus desabafos. Eu acredito que sempre vão existir os profissionais “prostituidos” e aqueles acomodados, como citado pelos colegas acima. A solução é ter um diferencial, se posicionar na cabeça do cliente como um serviço de qualidade.
    Quanto aos pregadores de botão, vejo muito isso porque trabalho com Delphi. Eu os considero peões de fábrica. Programadores diferenciados estão sempre aprendendo o que existe de novo e melhorando suas metodologias. Pena que a maioria das empresas não dá valor nisso, sendo um boa saída, empreender.

    Abraço.

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  28. |

    O mercado de trabalho esta mesmo concorrido ,pelas tecnologias,vence na vida quem tem mais estudos para ser mais compatível

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