Daltony Nóbrega - Anamaria
Preocupado com a visita da cirrose
Eu diminuí a dose
Pra também não ter 'delirium tremens"
Além do medo de viver no abandono
Que o de bêbado é sem dono
E outras coisas que os pinguços temem
Me convenci mesmo a largar de vez o vinho,
Que é um hábito daninho
Que escraviza a quem o pega
E, decidido a não conter o meu embalo
De jogar tudo no ralo
Fui limpar a minha adega.
Me sentei na banheira, destampei a garrafa
Pus a rolha no lixo e um pouco no copo
Um golinho pro santo e o resto na pia
A garrafa no canto, e a primeira acabou.
Vira, vira, vira vira, vira, vira
Vira, vira, vira, virou.
Me sentei na garrafa, destampei a banheira
Pus a rolha na pia e um pouco na lixeira
Um golinho pro canto e o resto no copo
A garrafa no santo e mais uma acabou.
Vira…
Me sentei na lixeira, destampei a torneira,
Pus a rolha no copo e bebi da banheira,
Um gole da garrafa e o resto no canto.
Pus o santo na pia e mais uma acabou.
Vira…
Me sentei no cantinho, destampei a lixeira
Pus a rolha no santo e o copo na banheira
Bebi tudo o que tinha e, sem nada a fazer,
Fui bater pra turminha
Que parei de beber.
- Aí, ô turma!
Parei de beber.
Vamos comemorar!
Traz mais uma garrafa aí!
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