A alguns dias atrás eu li este twitt do Martin Fowler: “you don’t want a build tool which automatically downloads unresolved dependencies before cleaning out yr build output: http://bit.ly/59Rl85“, li todo o post e ele fala de forma bastante prolixa de alguns dos motivos que me fazem não gostar do Maven.
Não me levem a mal, eu já tentei utilizar ele algumas vezes, mas eu não consigo gostar de uma ferramenta que acha que sabe mais do meu projeto do que eu mesmo (ou o cliente, ou os desenvolvedores, …).
Ou pior que isto, uma ferramenta que tem a infeliz mania de tentar fazer um backup da internet antes de cada build só para verificar se tem a última versão das dependências disponível …
Como é citado no post, não acho que alguma ferramenta vá saber exatamente o que é necessário para qualquer projeto, até por que cada projeto é um projeto, e cada projeto tem suas peculiaridades, e eu simplesmente desisti todas as vezes que precisei configurar alguma destas peculiaridades no maven e voltei para o ANT.
O ANT é uma ferramenta bastante flexível, e pelo que eu tenho visto no mercado, fora alguns teimosos que preferem usar o maven mesmo passando muito mais trabalho do que o necessário, o ANT é o “defacto standard” para builds em Java, mas algumas vezes a “linguagem de script” do ANT dificulta as coisas quando se precisa realmente de um script para fazer alguma coisa durante o build, então resolvi usar Ruby para escrever os builds, ou seja, utilizar uma linguagem de scripts de verdade.
Ai pensei, como é que vou fazer para compilar meu projeto java utilizando o Rake? A linguagem de script é muito fodastica, é Ruby, eu me sinto bem programando em Ruby, mas e como compilar?
Fui perguntar ao oraculo e descobri o BuildR e o Raven que fora o fato de não utilizarem XML e sim Ruby, conseguem repetir todos os erros do Maven, eles parecem “ports do Maven para o Rake” e eu não sei por que alguem iria fazer isto, se você gosta tanto assim do Maven, use ele mesmo …
Mas do Rake eu gosto, me acostumei com ele trabalhando com o Rails, é muito fácil de automatizar tarefas relacionadas a um projeto utilizando o Rake, e não apenas o “build”, mas algumas tarefas que as vezes precisam ser automatizadas, como um merge freqüente com algum sub projeto desenvolvido em outra parte do mundo …
Isto me criou apenas um problema, como compilar, empacotar, …
Ou seja, me faziam falta as tasks básicas do ANT que eu utilizo sempre. As outras tarefas são melhor executadas na minha opinião pelo próprio Rake ou até mesmo por um script em Ruby, mas estas tarefas básicas iriam fazer falta, e para resolver isto eu criei uma classe wrapper para os comandos do JDK, que pode ser estendida depois, não é algo 100% rake, mas eu achei que ficou legal assim, se alguem não concordar e tiver idéias para melhorar estou aceitando sugestões
O wraper para os comandos do JDK ficou assim:
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 51 52 53 54 55 56 57 58 59 60 61 62 63 64 65 66 67 68 69 70 71 72 73 74 75 76 | class JavaUtil RAW_COMMANDS = %w{appletviewer apt extcheck idlj jar jarsigner java javac javadoc javah javap javaw javaws jconsole jdb jhat jinfo jmap jps jrunscript jstack jstat jstatd jvisualvm keytool kinit klist ktab native2ascii orbd pack200 packager policytool rmic rmid rmiregistry schemagen serialver servertool tnameserv unpack200 wsgen wsimport xjc} def initialize(jdk_home=nil) @commands = {} @jdk_home = jdk_home || ENV['java_home'] @default_for_command = {} @global_default = {} init_commands end def method_missing(met,*args) if RAW_COMMANDS.include? met.to_s execute_command met, *args else super.method_missing met, *args end end def respond_to?(met) RAW_COMMANDS.include?(met.to_s) || super.respond_to?(met) end def default_parameter(param,value) @global_default[param] = value end def default_parameter_for(met,param,value) params = @default_for_command[met] || {} params[param] = value @default_for_command[met] = params end private def init_commands @jdk_bin = File.join @jdk_home , "bin" RAW_COMMANDS.each do |cmd| @commands[cmd.to_sym] = File.join @jdk_bin, cmd end end def update_or_concat_with_defaults(opts,defaults) defaults.each do |key,value| param = opts[key] if !param param = value else if param.is_a? Array param << value param.flatten! end end opts[key] = param end end def execute_command(cmd, *args) actual_command = @commands[cmd.to_sym] if args opts = {} opts.update args.pop if args.last.is_a? Hash update_or_concat_with_defaults opts, @global_default update_or_concat_with_defaults opts, @default_for_command[cmd.to_sym] if @default_for_command[cmd.to_sym] opts.each do |key, value| param = value param = param.join File::PATH_SEPARATOR if param.is_a? Array actual_command << " -" << key.to_s << " " << param end actual_command = "#{actual_command} #{args.join ' '} " end puts actual_command res = %x{#{actual_command}} puts res [$?,res] end end |
A minha idéia dos parâmetros default globais tem um pequeno problema, alguns comandos não recebem os mesmos parâmetros, mas é possível setar parâmetros padrão por comando, o que ficou legal, e deixou a compilação mais limpa …
A classe pode ser utilizada com qualquer JDK, inclusive instâncias diferentes podem utilizar JDKs diferentes para o mesmo build, basta passar o “JAVA_HOME” no construtor, por padrão a variável de ambiente é utilizada …
Mas beleza, como é que eu utilizo esta tranqueira em um Rakefile agora? bom, o meu Rakefile para o projeto de exemplo ficou assim:
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 | require 'lib/java_util' @java_util = JavaUtil.new task :default => :test SRC_FILES = FileList.new 'src/**/*.java' TST_FILES = FileList.new 'test/**/*.java' CLASSPATH = FileList.new "#{File.join(ENV['TOMCAT_DIR'], 'lib').gsub /\\/,'/'}/*.jar" @java_util.default_parameter_for :java, :classpath, CLASSPATH.to_a @java_util.default_parameter_for :javac, :classpath, CLASSPATH.to_a directory 'output/classes' directory 'output/tests' desc "Compile all the java files" task :compile => ['output/classes','output/tests'] do @java_util.javac SRC_FILES, :d => 'output/classes' @java_util.javac TST_FILES, :d => 'output/tests', :classpath => ['output/classes',"#{ENV['JUNIT_DIR']}\\junit-4.4.jar"] end desc "Creates the package after compilation" task :package => :compile do @java_util.jar '-cf output/target.jar -C output/classes .' cp 'output/target.jar', 'WebContent/WEB-INF/lib' @java_util.jar '-cf output/target.war -C WebContent .' end desc "Runs the tests after packaging" task :test => :package do test_classes = FileList.new 'output/tests/**/*.class' test_classes.gsub! /output\/tests\/(.*)\.class/,'\1' test_classes.gsub! /\//, '.' @java_util.java "org.junit.runner.JUnitCore #{test_classes.join ' '}", :classpath => ['output/tests','output/target.jar',"#{ENV['JUNIT_DIR']}\\junit-4.4.jar"] end desc "Clean up all the mess we created" task :clean do rm_f 'output' rm_t 'WebContent/WEB-INF/lib/target.jar' end |
O código dos testes não precisava ser tão complexo, eu poderia ter criado um wrapper para ele, a mesma coisa para a criação do jar, poderia até mesmo ter utilizado o “rubyzip” para deixar mais bonitinho, mas a idéia por enquanto é ser bem simples.
Estou utilizando este build em um projeto, se engrenar provavelmente a biblioteca vá crescendo, mas acho que por agora já serve para começar a brincar e ver o que vocês acham da idéia.
A classe “JavaUtil” precisa ser mais testável, mas isto tornou ela complexa demais para o exemplo deste post, se eu convencer o resto da equipe a continuar usando esta solução vou melhorando ela aos poucos
Acho que vou separar a montagem do comando e a execução do mesmo, ou transformar cada comando em uma classe para facilitar a expansão da biblioteca e tornar mais testável, ou até mesmo as duas coisas.
No momento a classe não é nada testável, mas já esta divertida e o meu bluid diminuiu muitas linhas depois que eu converti ele de ANT para Rake utilizando esta lib
PS.: quem quiser pegar o projeto de testes para brincar, só para olhar ou até mesmo para implementar algumas melhorias, ele esta publicado no github. Se implementarem alguma melhoria, não esqueçam de enviar um pull request para que eu possa fazer o merge das alterações
Bom, no último post eu disse para você não ser repetitivo, e não escrever nos comentários o que o seu código faz. Se você precisa comentar o que o seu código faz, você realmente precisa refatorar o seu código e torna-lo mais legível …
Mas comentários no código não são sempre ruins, o ruim é você escrever em português o que o seu código faz em java, mas existem diversas situações que veremos a seguir onde os comentários são ótimos, ou pelo menso são úteis …
Por exemplo, na interface pública de um serviço, um JavaDoc informando para que serve aquele serviço e com exemplos de utilização são sempre muito bem vindos, principalmente se este comentário informar quais são as validações que serão feitas nos parâmetros e quais são as restrições ao uso daquele serviço …
Eu não posso pegar exemplos de projetos em que estou trabalhando por que isto seria motivo para demissão por justa causa por quebra de sigilo ![]()
Então vamos ficar com alguns exemplos públicos e alguns exemplos mais simples que eu conseguir pensar na hora …
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 | /** * This is the only interface you need to create and manage system users, but if you need to manage user privileges take a look at the @link{PrivilegesService} interface */ public interface UsersService { /** * This method should be used only if you are already authenticated in the system, do no forget to send the session id header when calling methods that are not public like this one. * To create a user you need to provide all the needed information, this method will create user in the database and then will try to create the user in the backend system, if the creation works the two accouns will be linked otherwise the database reccord will be erased. * @param userName the user name must be unique within the LDAP domain, this means that there can * @param password * @param email */ public User createUser(String userName, String password, String email); } |
Neste exemplo, não há necessidade alguma de colocar um comentário dizendo que o método createUser cria um usuário, mas o javadoc do exemplo informa de algumas pré condições para a execução do método e também diz qual o fluxo de execução e possíveis falhas. Como neste exemplo o UsersService é a interface publica de um serviço, esta documentação é bastante bem vinda, pois vai ajudar os usuários que vão acessar o serviço a saber o que fazer antes de criar um usuário e a saber possíveis motivos para as falhas.
Bom, acho que todos os outros exemplos que eu procurar vão ser parecidos com isto, resumindo este post e o anterior:
Se um comentário diz o que o método faz, o código é um lixo ou o comentário é redundante, o que o método faz tem que ser óbvio pelo nome do método
Se o comentário diz quando o método deve ser utilizado, algumas pré condições, o fluxo de execução, possíveis erros, e principalmente se ele esta em uma interface publica do sistema, que vai ser entregue a outra equipe/programador/empresa. o comentário é útil
Se o comentário esta em algum método ou variável privada, provavelmente tem algum problema por ai.
Acho que com isto eu encerro este assunto de comentários, eu posso ter me expressado errado, ou o mais provável, muitas pessoas leram o título do post e saíram berrando antes de ler o resto, mas a idéia básica é, o seu código tem que ser muito fácil de ler, os nomes das classes, métodos, variáveis, pacotes e quaisquer arquivos envolvidos no sistema devem dizer o que são, para que servem e por que estão ali. Se você esta colocando um comentário que diz que o método “create” cria um usuário, você deveria chamar o método de “createUser”, mas se o comentário esta informando o usuário do método de que o nome de usuário utilizado não precisa ser único mas o email sim, pois é este o campo utilizado como chave, ai você tem um comentário útil (e um sistema extranho
).
Não é por que o seu código tem comentários que ele é um lixo, mas tome cuidado por que é muito fácil utilizar comentários como desculpa para código ruim. E neste caso, talvez você precise estudar um pouco de rafactoring.
Tags: comentarios, lprodjava, produtividade, qualidade, refactoring

Bom, eu curti a idéia e fiquei pensando em como implementar isto, pelo menos em projetos Java, disto sairam estes “code snippets” abaixo …
Bom, normalmente trabalho com o ANT para fazer o build de projetos Java, e tenho utilizado o Subversion (sim, eu conheço o GIT e gosto dele, mas no momento não vai rolar no trampo, mas uso para projetos pessoais
)
Então, fui a página do subversion e baixei o SVNANT, desenvolvido pelo pessoal do subclipse, e integrei ele no meu build assim:
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 | <path id="svn_tasks"> <fileset dir="${directory_you_unzipped_the_svnant_package}" includes="svn*.jar"> </fileset> </path> <taskdef classpathref="svn_tasks" resource="org/tigris/subversion/svnant/svnantlib.xml" /> <target name="_setup_svn_info"> <svn failonerror="false" javahl="true" svnkit="false"> <info target="${basedir}" verbose="true"/> </svn> </target> |
Depois disto, em qualquer parte do build em que você for criar um .jar, .war ou qualquer tipo de pacote java, basta fazer algo parecido com isto:
1 2 3 4 5 6 7 8 9 | <target name="build_jar" depends="_setup_svn_info,compile"> <jar destfile="${dist.dir}/${jar.name}"> <fileset dir="${basedir}/bin" includes="*.*" /> <manifest> <attribute name="SVN-URL" value="${svn.info.url}" /> <attribute name="SVN-REV" value="${svn.info.rev}" /> </manifest> </jar> </target> |
Claro que o importante é o depends e o manifest, o resto vai depender do seu build, isto não é nem um exemplo real, escrevi direto aqui no blog para dar a idéia, então se tiver algum problema com o código me avisem nos comentários
Mas isto não é útil se você não conseguir ler o MANIFEST.MF do .jar onde a sua classe se encontra, então estou colocando aqui também um exemplo de código para isto, mas lembre-se de alterar o nome da classe para cada pacote, caso contrário você nunca saberá de qual pacote a classe esta sendo carregada
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 | package blog.urubatan; import java.io.File; import java.io.FileInputStream; import java.io.FileNotFoundException; import java.io.IOException; import java.net.URISyntaxException; import java.net.URL; import java.util.jar.Manifest; public class ExemploDoUrubatan { private Manifest manifest; private void initManifest() throws URISyntaxException, FileNotFoundException, IOException { Class<?> clazz = getClass(); URL classContainer = clazz.getProtectionDomain().getCodeSource() .getLocation(); File manifestContainer = new File(classContainer.toURI()); File metaInf = new File(manifestContainer, "META-INF"); File manifestFile = new File(metaInf, "MANIFEST.MF"); manifest = new Manifest(new FileInputStream(manifestFile)); } public ExemploDoUrubatan() throws URISyntaxException, FileNotFoundException, IOException { initManifest(); } public String getSvnUrl() { return manifest.getMainAttributes().getValue("SVN-URL"); } public String getSvnRevision() { return manifest.getMainAttributes().getValue("SVN-REV"); } public static void main(String[] args) throws FileNotFoundException, URISyntaxException, IOException { ExemploDoUrubatan ex = new ExemploDoUrubatan(); System.out.println(ex.getSvnUrl()); System.out.println(ex.getSvnRevision()); } } |
Se for a versão de um arquivo .war o código pode ser colocado em um servlet com uma URL conhecida, ou em um listener que vai guardar esta informação no servlet context para ser impresso depois por uma URL conhecida …
Se o servlet for a opção selecionada, o código ficaria parecido com isto:
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 | package blog.urubatan; import java.io.File; import java.io.FileInputStream; import java.io.IOException; import java.io.PrintWriter; import java.util.jar.Attributes; import java.util.jar.Manifest; import javax.servlet.ServletException; import javax.servlet.http.HttpServlet; import javax.servlet.http.HttpServletRequest; import javax.servlet.http.HttpServletResponse; public class ServletExample extends HttpServlet { private static final long serialVersionUID = 1L; @Override protected void doGet(HttpServletRequest req, HttpServletResponse resp) throws ServletException, IOException { super.doPost(req, resp); } @Override protected void doPost(HttpServletRequest req, HttpServletResponse resp) throws ServletException, IOException { String warRoot = getServletContext().getRealPath("."); File manifestContainer = new File(warRoot); File metaInf = new File(manifestContainer, "META-INF"); File manifestFile = new File(metaInf, "MANIFEST.MF"); Manifest manifest = new Manifest(new FileInputStream(manifestFile)); PrintWriter writer = resp.getWriter(); Attributes mainAttributes = manifest.getMainAttributes(); String svnUrl = mainAttributes.getValue("SVN-URL"); String svnRev = mainAttributes.getValue("SVN-REV"); writer.format("URL: %s\nRev:%s\n", svnUrl, svnRev); } } |
Com isto, pelo menos para projetos java, já cobrimos duas das situações mais comuns, que são saber a versão de uma API e saber a versão de uma aplicação WEB.
Com isto já é possível verificar o deploy de aplicações durante o build se o script for um pouco mais inteligente, o pessoal de testes tem condições de dizer exatamente qual foi a build que gerou o problema, é possível construir um “dashboard” com a versão de tudo que é utilizado no sistema, facilitando bastante a identificação de onde o problema ocorre, e principalmente, no caso de clusters, permitindo que seja verificada a versão em cada um dos nós de uma forma fácil …
Agora no caso do Rails, eu ainda não consegui decidir qual a melhor abordagem para isto …
criar um arquivo com estes meta dados dentro do diretório config, atualizar este arquivo por uma task rake toda vez que for executar um deploy via capistrano e criar um controller para informar a versão?
As gems já tem um mecanismo de versionamento, seria só atualizar a versão da gem a cada build, coisa que pode ser feita até com keywork expansion, ou utilizando o mesmo esquema do rake mencionado antes.
Bom, vou pensar mais nisto, derepente rola até criar um plugin para aplicações rails pra facilitar a vida ![]()
O que vocês acham?
Tags: Java, lprodjava, produtividade, ruby on rails, sis
Eu sei que já falei sobre comentários antes, mas acho que a abordagem não agradou muito, a maior parte das pessoas leu só o título do post e não prestou atenção no texto, então vamos tentar uma abordagem diferente.
Este post é o primeiro de uma série de 2, o próximo post vai dizer que é necessário comentar o código, mas com comentários decentes, então, sem gritaria por aqui por enquanto, ok?
Mas vamos ao que interessa …
Na minha opinião, qualquer programador Java, ou até mesmo, qualquer programador, que colocar os olhos no código abaixo, vai entender quase que instantaneamente o que ele faz, se alguem não concordar com isto, avise por favor …
1 2 3 4 5 6 | new EmailMessage() .from("exemplo@urubatan.com.br") .to("gerente@empresa.com") .withSubject("Aprovação de processo") .withBody("Descrição bastante detalhada do que precisa ser aprovado") .send(); |
(sim, copiei o exemplo do blog do GC
)
Então, eu acredito que se alguem quiser colocar um comentário neste código dizendo algo do tipo:
Vai estar simplesmente sendo repetitivo, e poluindo o código com comentários inúteis, isto seria dizer o que o código faz, e se você comenta o que o seu código faz você é sim um perdedor que gosta de jogar trabalho no lixo!
Ahh, mas e se meu código não é assim tão claro? E se meu código é parecido com isto:
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 | // create some properties and get the default Session Properties props = new Properties(); props.put("mail.smtp.host", _smtpHost); Session session = Session.getDefaultInstance(props, null); // create a message Address replyToList[] = { new InternetAddress(replyTo) }; Message newMessage = new MimeMessage(session); if (_fromName != null) newMessage.setFrom(new InternetAddress(from, _fromName + " on behalf of " + replyTo)); else newMessage.setFrom(new InternetAddress(from)); newMessage.setReplyTo(replyToList); newMessage.setRecipients(Message.RecipientType.BCC, _toList); newMessage.setSubject(subject); newMessage.setSentDate(sentDate); // send newMessage Transport transport = session.getTransport(SMTP_MAIL); transport.connect(_smtpHost, _user, _password); transport.sendMessage(newMessage, _toList); |
Bom, se o seu código é assim, então você precisa estudar um pouco de refactoring ![]()
Ahh, mas estou alterando uma parte da aplicação com muito código legado …
Bom, você deveria utilizar pelo menos alguns “extract method” para facilitar um pouco a leitura, e não comentar o que o código faz.
Imaginem a seguinte cena:
Você esta caminhando na rua e entra em uma loja, no momento em que você entra na loja, vê uma placa escrito: Roupas masculinas
Dois passos adiante, um vendedor chega e diz: Senhor, aqui o senhor vai encontrar roupas masculinas
Mais alguns passos e outro vendedor: Vendemos roupas masculinas aqui senhor.
E mais outra placa dizendo: Aqui roupas masculinas
Se você ainda estiver na loja e não bater no próximo que lhe visar que ali são vendidas roupas masculinas, no mínimo acabou de ocorrer um desperdício absurdo de esforço para informar exatamente a mesma coisa.
E este caso do email não é um dos mais comuns, o motivo deste post é que em muitos lugares eu vejo código parecido com:
1 2 3 4 5 6 | /** * Set's the active property */ public void setActive(boolean active) { this.active = active; } |
(Isto não é uma critica a ninguém especifico e a todos os que já escreveram código assim, não foi uma nem duas vezes que vi isto por ai …)
um método de nome “setActive” com o comentário “Set’s the active property” é no mínimo redundância, e desperdício de tempo.
Então, eu não estou dizendo, nunca comentem o seu código, mas estou dizendo, se você precisa dizer o que o seu código faz, o seu código tem problemas, mas comentários são úteis, principalmente em interfaces públicas se você estiver informando por que ou como o código faz o que faz …
Mas tenha como regra, é proibido um comentário dizendo o que o código faz, pois ele é um sinal de que o código esta muito ruim!!
Ahh, e só para terminar, a biblioteca que permite aquele código de envio de emails bonitinho é a “Fluent Mail API” e o nome desta “técnica” é “Fluent Interfaces”, uma “técnica” bastante utilizada por quem trabalha com “Domain Driven Design”, e DDD faz Orientação a Objetos realmente mais divertida e mais útil, vou falar mais sobre isto em breve
.
Tags: comentarios, ddd, fluent interface, Java, lprodjava, produtividade

É, novamente chegou aquela época do ano, em que o pessoal da Eclipse Foundation libera mais um “Release Train”, ou seja, uma nova versão de diversos projetos simultaneamente e compatível entre sí.
Isto é melhor ainda para quem lembra dos tempos pré Calisto, que foi o primeiro “Release Train”, naqueles tempos longínquos era necessário baixar cada um dos plugins na mão, e torcer para ter pego uma versão compatível, o que na maioria das vezes não era verdade …
Utilizar o eclipse, principalmente com o WTP era uma tarefa apenas para os mais fortes e mais preparados, e Darwin era quem ditava as regras da comunidade.
Existiam projetos paralelos de ambientes para desenvolver WEB com o eclipse que tentavam facilitar a vida dos menos preparados, mas estes não tinham vez quando se falava em qualquer outro projeto da Eclipse Foundation fora o JDT.
Mas estes tempos acabaram, os Release Trains possibilitam o acesso ao poder do eclipse para todos os interessados, e não apenas aos iniciados.
E este post cheio de firulas e histórias sem nexo foi escrito para falar um pouco mais do Release Train de 2009, o Galileo; que diferente de seus antecessores Callisto, Europa e Ganymede não é o nome de uma das luas de Jupiter, mas o nome do grupo de luas de Júpiter que inclui as 3 anteriormente citadas e também Io, e é também o nome do cientista que em 1609 oficialmente descobriu as 4 maiores luas deste planeta.
Mas alem de ser uma das luas de Júpiter, é também o nome do Release Train do Eclipse em 2009 que inclui os seguintes projetos:
| Project Name | Version | Project Summary | Download |
|---|---|---|---|
| Acceleo | Acceleo 0.8.0 | ![]() |
Download |
| Accessibility Tools Framework | 0.7.0 | ![]() |
Download |
| ATL – Atlas Transformation Language | 3.0.0 | ![]() |
Download |
| Buckminster Component Assembly | ![]() |
Download | |
| Business Intelligence and Reporting Tools (BIRT) | ![]() |
Download | |
| C/C++ Development Tooling (CDT) | 6.0 | ![]() |
Download |
| CDO Model Repository | 2.0.0 | ![]() |
Download |
| Dali Java Persistence Tools | 2.2 | ![]() |
Download |
| Data Tools Platform | 1.7 (Galileo) | ![]() |
Download |
| Dynamic Languages Toolkit | 1.0 | ![]() |
Download |
| Eclipse Communication Framework | ECF 3.0 | ![]() |
Download |
| Eclipse Modeling Framework (EMF) | 2.5.0 | ![]() |
Download |
| Eclipse Packaging Project | 1.1.0 | ![]() |
Download |
| Eclipse Platform | 3.5 | ![]() |
Download |
| Eclipse Project | 3.5.0 | ![]() |
Download |
| Eclipse Web Tools Platform Project | WTP 3.1.0 (Galileo) | ![]() |
Download |
| EclipseLink Project | 1.1.2 | ![]() |
Download |
| EMF Compare | ![]() |
Download | |
| EMF Teneo Model Relational Mapping | 1.1.0 | ![]() |
|
| Equinox | 3.5 | ![]() |
Download |
| GEF – Graphical Editor Framework | 3.5.0 | ![]() |
Download |
| Graphical Modeling Framework | 2.2.0 | ![]() |
Download |
| Java Workflow Tooling | JWT 0.6 | ![]() |
Download |
| JDT – Java development tools | ![]() |
Download | |
| M2T JET (Java Emitter Templates) – aka JET2 | M2T JET 1.0.0 (Galileo) | ![]() |
Download |
| MDT OCL (Object Constraint Language) | 1.3 (Galileo) | ![]() |
Download |
| MDT UML2 Tools | 0.9.0 (Galileo) | ![]() |
Download |
| MDT XSD (XML Schema Definition) | 2.5.0 | ![]() |
Download |
| MDT-UML2 | 3.0.0 | ![]() |
Download |
| Memory Analyzer | 0.8.0 | ![]() |
Download |
| Mobile Tools for Java | ![]() |
Download | |
| Model Development Tools (MDT) | Galileo | ![]() |
Download |
| Model To Text (M2T) | Galileo (xpand 0.7, acceleo 0.8, jet 1.0) | ![]() |
Download |
| Model-to-Model Transformation (M2M) | Galileo Simultaneous Release | ![]() |
Download |
| Monitoring Tools | 4.6.0 | ![]() |
Download |
| Mylyn | 3.2 | ![]() |
Download |
| Net4j Signalling Platform | 2.0.0 | ![]() |
Download |
| PHP Development Tools | 2.1.0 | ![]() |
Download |
| Rich Ajax Platform | 1.2 | ![]() |
Download |
| Riena Platform Project | 1.1.0. | ![]() |
Download |
| SCA Tools | 2.0.0 | ![]() |
Download |
| SOA Tools | 2.0 | ![]() |
Download |
| Source Editing | 3.1.0 (Galileo) | ![]() |
Download |
| Subversive – SVN Team Provider | ![]() |
Download | |
| Swordfish | 0.9.0 | ![]() |
Download |
| Target Management | 3.1 | ![]() |
Download |
| Test and Performance Tools Platform Project | 4.5.3 | ![]() |
Download |
| Testing Tools | TPTP v4.6 | ![]() |
Download |
| Textual Modeling Framework | org.eclipse.xtext | ![]() |
Download |
| Tools for mobile Linux | 0.3 | ![]() |
Download |
| TPTP Platform | TPTP v4.6 | ![]() |
Download |
| Tracing & Profiling Tools | TPTP v4.6.0 | ![]() |
Download |
Bom, se você não dormiu até chegar aqui, vamos ao que interessa, o que tem de bom, e de diferente nesta versão do eclipse, fora um monte de números de versões novas.
os meus comentários são referentes ao Download “for J2EE Developers”, ou seja, com o WTP já instalado.
A primeira coisa que notei foi que esta versão do eclipse, não passou de 200M de memória em nenhum momento, tenho utilizado ele o dia inteiro, e a ocupação de memória fica em média entre 130M e 160M, bem melhor que o Ganymede que estava sempre entre 300M e 600M. Isto por sí só já é uma grande vantagem, o Eclipse esta bem menos pesado, e todas as operações estão com um tempo de resposta perceptível bem menor. Não sei se o tempo real esta menos, mas isto não me importa muito mesmo ![]()
Uma coisa que não gostei, é que aquela perspectiva podre “Java EE” é a perspectiva padrão, eu sempre prefiro utilizar a perspectiva Java como padrão.
O Suporte ao ANT continua fraco, se em um projeto existirem muitos arquivos build.xml, em algum momento o editor vai entrar em coma e só vai voltar a funcionar depois de reiniciar a IDE, mas o auto complete esta mais inteligente e mais rápido …
Uma coisa que achei muito legal é que o eclipse agora reconhece os XMLs gerados por um output do JUnit Report do ANT e abre ele na mesma view dos resultados do JUnit executados pela IDE, o que facilita muito a visualização ![]()
A versão nova do gerenciador de plugins também esta bem legal, ficou mais intuitivo para os novos usuários …
Mas o eclipse ainda não vem com suporte nativo ao subversion, o plugin esta no repositório do Galileo, mas não vem instalado, quando você instala o eclipse, só tem suporte a CVS o que é sofrível. E mesmo assim, só existe suporte “oficial” para estes dois SCMs, se quiser usar GIT vai ter que correr atrás.
Mas nem tudo são problemas, a nova view de “Problems” com as coisas agrupadas ficou bem legal.
Um recurso novo espetacular do editor, é a possibilidade de selecionar blocos, sempre senti falta disto no Eclipse ![]()
O Code completion do editor Java esta mais rápido, ou pelo menos parece mais rápido, e pode ser por que criei um workspace novo, mas parou de ocorrer um erro muito chato do Mylyn antes de apresentar os proposals para o code completion que me enchia o saco na versão anterior, mas acontecia só uma ou duas vezes por dia …
Outra coisa legal é que agora quando se segura o “Control” com o mouse sobre um método ou classe, antes sempre era aberta a implementação, agora o Eclipse pergunta se você quer ver a implementação ou a definição do método.
Achei muito extranho o icone novo do eclipse, principalmente por que o icone da aplicação não mudou, mas o icone no task bar do windows mudou, parecem duas aplicações diferentes ![]()
(E sim, antes que alguem comente, aqui no trampo sou obrigado a usar windows)
O suporte a Java ME ainda é bem mais fraco que o do NetBeans, mas o eclipse tem suporte a desenvolvimento em C++ para dispositivos móveis (não cheguei a testar) o NetBeans não tem …
O suporte a linguagens dinâmicas também melhorou, pelo menos o suporte a Ruby melhorou, mas ainda não existe suporte direto ao Rails …
O editor de C++ esta mais rápido, mas ainda com um code completion bem fraco e um suporte quase inexistente a refactorings, mas o “quase” já faz isto ser muito melhor do que no Visual Studio.
Ocorreram também diversas mudanças estruturais no Eclipse, mas como eu sou apenas mais um usuário da ferramenta, vou deixar este tipo de comentário para quem realmente entende.
Bom, se você teve paciência de ler até aqui é por que esta interessado no Eclipse (ou não tinha nada melhor para fazer
), então esta na hora de acessar o site do Eclipse e baixar o galileo.
Nesta página existem diversas opções, uma delas vai te deixar feliz, mas se você é um usuário “Hard Core” das antigas, e realmente gosta de passar trabalho, baixe o Eclipse Classic no final da página e monte o seu ambiente com os plugins que estiver com vontade ![]()
Se você não conseguir se decidir qual é a versão certa para você, basta acessar esta página, que diz o que esta incluído em cada um dos pacotes disponíveis para download.
Para facilitar a sua vida, copiei a tabela com os downloads e coloquei aqui ![]()
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Tools for Java developers creating Java EE and Web applications, including a Java IDE, tools for Java EE, JPA, JSF, Mylyn and others. More…
Downloads: 202,591
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Windows Mac OS X (Carbon) |
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The essential tools for any Java developer, including a Java IDE, a CVS client, XML Editor and Mylyn. More… Downloads: 74,402 |
Windows Mac OS X (Carbon) |
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Tools for PHP developers creating Web applications, including PHP Development Tools (PDT), Web Tools Platform, Mylyn and others. More… Downloads: 47,243 |
Windows Mac OS X (Carbon) |
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An IDE for C/C++ developers with Mylyn integration. More…
Downloads: 36,326
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Windows Mac OS X (Carbon) |
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A complete set of tools for developers who want to create Eclipse plug-ins or Rich Client Applications. It includes a complete SDK, developer tools and source code, plus Mylyn, an XML editor and the Eclipse Communication Framework. More… Downloads: 12,642 |
Windows Mac OS X (Carbon) |
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This modeling package contains a collection of Eclipse Modeling Project components, including EMF, GMF, MDT XSD/OCL/UML2, M2M, M2T, and EMFT elements. It includes a complete SDK, developer tools and source code. Note that the Modeling package includes some incubating components, as indicated by feature numbers less than 1.0.0 on the feature list. More…
Downloads: 10,763
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Windows Mac OS X (Carbon) |
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JEE tools and BIRT reporting tool for Java developers to create JEE and Web applications that also have reporting needs. More… Downloads: 9,907 |
Windows Mac OS X (Carbon) |
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Pulsar is a tools platform for Mobile Java Developers. It includes the Eclipse Platform, Java Development Tools (JDT), Mobile Tools for Java (MTJ), Mylyn and Plugin Development Environment (PDE). Pulsar also makes it easy to download SDK from different handset manufacturers. More… Downloads: 5,361 |
Windows Mac OS X (Carbon) |
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The classic Eclipse download: the Eclipse Platform, Java Development Tools, and Plug-in Development Environment, including source and both user and programmer documentation. Please look also at the Eclipse Project download page. More… |
Windows Mac OS X (Carbon) Mac OS X (Cocoa) |
Bom, vou ficando por aqui, este post foi escrito para participar do Blogathon, e tentar ganhar uma jaqueta do Eclipse ![]()
Acho difícil um post em português ganhar, mas pelo menos uma camiseta acho que rola
Para quem acha que o título deste post esta contraditório, lamento informar, mas você esta completamente equivocado.
Você conhece algum especialista? De preferência algum que esteja ai pertinho de você.
Se conhece por exemplo um especialista em Java ou .NET, chega pra ele e pergunta se ele conhece algum dos seguintes assuntos:
Acredito que a resposta vai ser sim para todos, ou pelo menos a grande maior parte destes itens. E isto são só coisas genéricas, imagina se começarmos a detalhar a sopa de letrinhas existente no mundo Java EE ou no .NET.
Pois é mais ou menos isto que estou querendo dizer, um especialista precisa saber um monte de coisas para se tornar um especialista em uma delas.
A forma mais fácil que eu conheço para melhorar muito e muito rápido a qualidade do código que você escreve em uma linguagem é aprendendo outra linguagem de programação.
Tem gente que diz que o ideal é aprender uma linguagem nova por ano, e com certeza, o período da minha vida profissional que eu mais melhorei foi quando aprendi várias linguagens em um período curto de tempo.
Quando eu era mais novo (coisa de velho escrever isto
) o meu chefe na época disse que um especialista é alguem que sabe cada vez mais sobre cada vez menos, e que um super especialista é alguem que sabe absolutamente tudo sobre absolutamente nada …
Ach oque este conceito esta um pouco desatualizado, até por que por este conceito, um super especialista é o cara que sabe absolutamente tudo sobre absolutamente nada.
Pelo menos na minha opinião, eu espero que um especialista em Java por exemplo, consiga criar um pacote EAR padrão Java EE para uma aplicação composta por dois módulos web e três módulos EJB além de algumas bibliotecas utilizadas por todos os módulos.
Para fazer isto, o cara vai ter que conhecer no mínimo muito XML, vai ter que saber o que são meta dados, vai ter que saber quais meta dados foram definidos via anotações no código e quais ele vai querer sobre escrever com XML. Vai ter que conhecer a estrutura de um arquivo EAR, a estrutura de um arquivo WAR e qual a diferença entre um arquivo jar de uma biblioteca e de um módulo EJB.
Para entender direito o que ele ta fazendo, ele vai ter que conhecer o protocolo HTTP, por conseqüência o protocolo TCP e o IP. Além de precisar entender de RMI que é utilizado para chamada dos EJBs, RMI também funciona sobre TCP.
Se o servidor for rodar em cluster, é necessário saber como este cluster esta configurado, a maior parte dos servidores Java EE utiliza o protocolo IIOP/IP, o mesmo do corba, já que pela especificação Java EE todo EJB pode ser chamado utilizando CORBA também, e que o IIOP/IP permite roteamento muito mais fácil do que o RMI direto.
E isto tudo só para começar.
Se o especialista em java precisar também configurar o servidor de aplicações também ai aumenta bastante a quantidade de coisas que ele vai ter que saber só para poder ser chamado de especialista em Java e nem chegamos na parte de desenvolvimento ainda …
Claro que isto ainda é só a minha opinião, mas para ser um especialista em java, o cara tem que saber muito bem Orientação a Objetos, Reflexão, Refactoring e mais Refactoring, AOP, a diferença entre excessões checadas e não checadas, para que serve cada tipo de collection, todas as classes no mínimo dos pacotes java.lang e java.util e mais um monte de outras coisas.
Só para finalizar.
Vocês não vão conseguir se tornar especialistas em nada da noite para o dia. Isto vai demorar bastante, e mesmo que você queira ser especialista em .NET por exemplo, você vai ter que estudar muitas outras coisas.
A pior coisa que tem é programador bitolado que acha que a única linguagem/ferramenta/time/religião que presta é a que ele conhece agora …
(isto foi um misto de dicas com desabafo
)
Tags: conceito, lprodjava, produtividade
Ok, o título deste post ficou meio estranho, mas como muita gente diz que isto é magia negra mesmo, então até que o título não esta tão ruim ![]()
Uma coisa que eu vejo bastante por ai, e não é de hoje, é que grande parte dos programadores Java não faz idéia do que seja Reflection, e normalmente tem medo de escrever, ou até mesmo de ler código “complicado”.
Não vou dizer que reflection é simples, mas é um recurso extremamente poderoso do Java que todo programador Java deveria conhecer.
Reflection em java, é como o nome diz, a possibilidade de programaticamente, visualizar um reflexo de um objeto ou uma classe, e como em um espelho, é possível também distorcer um pouco esta imagem quando necessário.
Como no reflexo em um espelho, o que você visualiza, não é o objeto real, apenas um reflexo deste, mas como na física, você pode deduzir como interagir com o objeto real, utilizando o seu reflexo.
Quando eu escrevi isto, lembrei de uma cena de um filme muito velho, acho que era “fúria de titâs” ou algo assim, onde alguem utilizava o reflexo da medusa em um escudo para lutar com ela sem se transformar em pedra.
Mas voltando ao assunto, reflection, é a possibilidade, de em tempo de execução, diversas informações sobre um objeto qualquer, incluindo mas não se limitando a seguinte lista:
Via reflexão também é possível por exemplo, executar as seguintes ações em um objeto de uma classe que não existia no momento em que o código foi desenvolvido (um plugin por exemplo):
Claro que estes são só exemplos, a API de reflection adiciona muito mais flexibilidade do que isto, principalmente quando combinada com algum framework de AOP ou com a API de criação de Proxies disponível no próprio Java.
Mas para fazer tudo isto, é necessário conhecer algumas classes que a maior parte dos programadores Java não se preocupam em conhecer.
Só um detalhe antes de apresentar as novas classes, apenas combinando a API de reflection com a API de Proxies e o suporte a annotations do Java 5 é possível implementar todos os recursos do EJB3 por exemplo.
Agora vamos aprender a usar espelhos para fazer mágica
Agora um exemplo básico, por que acredito que vocês não conseguiram entender muita coisa até aqui, mas eu prometo que depois de um exemplo as coisas vão ficar um pouco mais claras.
Este exemplo, razoavelmente simples, vai listar todos os métodos e atributos públicos em uma classe.
Para o exemplo se tornar um pouco mais divertido, o nome da classe deve ser passado como parâmetro, isto também faz você poder listar uma classe que não existia quando o programa foi compilado.
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 | package test; import java.lang.reflect.*; public class List { public static void main(String[] args) throws Exception{ if(args.length!=1) throw new Exception("Voce precisa informar o nome da classe como unico parametro"); Class<?> clazz = Class.forName(args[0]); printClassInformation(clazz); printClassAttributes(clazz); printClassMethods(clazz); } public static void printClassInformation(Class<?> clazz) throws Exception { System.out.println("Class Name: " + clazz.getName()); } public static void printClassAttributes(Class<?> clazz) throws Exception { for(Field f : clazz.getDeclaredFields()){ System.out.format("\t--Private Attribute Name: %s, Attribute Type: %s\n",f.getName(),f.getType().getName()); } } public static void printClassMethods(Class<?> clazz) throws Exception { for(Method m : clazz.getMethods()){ System.out.format("\tMethod Name: %s, Return Type: %s, Parameter Types: %s\n",m.getName(),m.getReturnType().getName(),m.getParameterTypes().toString()); } } } |
Compile este exemplo, e execute passando por exemplo “java.lang.Class” como parâmetro e você vai ter um exemplo básico do funcionamento da API de Reflection.
Você pode também criar outra classe, empacotar ela em um arquivo .jar, adicionar este jar no classpath e executar este exemplo passando o nome da sua nova classe como parâmetro.
Claro que este é um exemplo extremamente básico, com um código que se não fosse pelo parâmetro > passado para algumas classes, poderia ser executado até no Java 1.2, ou seja, a API de reflexão não é nova, é apenas sub utilizada pelo programador de nível médio.
Ahh, mas saber isto vai fazer com que eu seja um expert em java?
Claro que não! Mas não saber isto, com certeza te impede de ser um
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 | package test; import java.lang.reflect.*; public class Call { public static void main(String[] args) throws Exception { Class<?> clazz = Class.forName(args[0]); Method m = clazz.getMethod(args[1]); Object instance = clazz.newInstance(); Object result = m.invoke(instance); System.out.println(result); } } |
Este é outro exemplo bastante simples, apenas para demonstrar algumas possibilidades, este exemplo bastante simples, chama um método sem parâmetros em uma classe qualquer que tenha um construtor padrão.
Para chamar métodos estáticos, seria necessária uma pequena alteração, o parâmetro passado para o método “invoke” da classe Method, é a instancia do objeto onde o método deve ser chamado, para métodos estáticos, esta instância é substituida pela classe que possui o método estático.
E o construtor padrão é necessário, por que precisamos de uma instância da classe para invocar o método, se a classe não possuir um construtor padrão, precisaremos passar parâmetros para o construtor, o que iria complicar bastante o exemplo, e a idéia aqui é só mostrar algumas possibilidades, e não complicar mais ainda a vida de vocês.
Mas como funciona o exemplo?
Tente compilar o exemplo, e executar ele passando os parâmetros:
java.lang.Object hashCode
ou
java.lang.Object toString
ou
QualquerNomeDeClasse nomeDeUmMétodoSemParâmetrosDestaClasse
e pronto, método executado.
Ai você vai pensar agora: Mas é muito mais fácil eu escrever direto “System.out.println(new Object().hashCode())” no meu código.
Claro que é, mas para isto você precisaria saber que o método que seria executado era o hashCode de uma nova instância de Object.
A idéia da API de reflection é obter informações em tempo de execução, é possibilitar um pouco de méta programação no Java.
Imagine só, criar um proxy para uma interface que garante que todos os métodos executados, caso tenham a anotação @Transactional, serão executados dentro do contexto de uma transação.
Isto é meta programação, isto é manter a mente um pouco mais aberta do que o programador médio.
Outra possível pergunta: Tu não vai ser expulso do clubinho por que esta revelando os segredos, como aconteceu com o Mister M?
Resposta: Claro que não, isto não é segredo nenhum, tu só não tinha aprendido antes por que não parou para estudar. Se você fosse um pouco mais preguiçoso, como eu, você já teria parado para estudar uma forma de trabalhar menos com as ferramentas que você tem na mão, e se você é um programador, meta programação, é uma forma de fazer mais trabalhando menos.
Mais uma pergunta: Por que ninguem me contou isto antes? explicando assim até parece fácil!
Resposta: Provavelmente achavam que tu é burro demais para entender, agora tu pode provar que isto não é verdade. E não se engane, não é tão simples assim, código usando reflexão pode ficar bastante complicado, eu só mostrei uns exemplos bem básicos.
A API de Proxies eu vou deixar como assunto para um próximo post, minha imagina imaginação esta meio fraca hoje, estou de saco cheio de assistir esta aula maluca que eu não to nem prestando atenção, acho que vou pra casa já
Se vocês tiverem idéias de mais exemplos que vocês querem ver como pode ser feito com reflexão, ou se tiverem perguntas sobre reflexão em java, por favor sintam-se a vontade de registrar as perguntas, dúvidas e sugestões aqui nos comentários do blog, vou tentar responder todas as perguntas ![]()
E como sempre, se você gostou deste post, indique para seus amigos, e coloque um link no seu blog
Acho que daqui a uns dias eu escrevo mais sobre reflection, mas vou tentar utilizar uns exemplos mais complexos, se tiverem sugestões para o próximo post, é só deixar nos comentários.
Tags: Java, lprodjava, produtividade, reflection
Já sou desenvolvedor a algum tempo (comecei em 1997, façam as contas se quiserem
), e uma das coisas mais importantes que aprendi até hoje é com certeza que todas as mensagens de erro geradas por linguagens de programação, frameworks, e assemelhados, são realmente feias.
Os Stack Traces do Java são realmente muito feios, chegam a assustar quem esta começando, os do Ruby não são muito melhores.
Em C++ não tem stack traces, mas os memory dumps fazem um papel parecido, e memory dumps podem ser conseguidos a partir de qualquer linguagem compilada.
O C# tem stack traces também, bem próximos do Java, acredito que isto seja parte do .NET e não uma particularidade do C#, mas eu conheço muito pouco de .Net, então agradeço se alguem puder confirmar isto.
Outra coisa bastante importante, e uma verdade absoluta, regra inquebrável, e como tal, tem pouquíssimas exceções, é que o código que você vai escrever não vai funcionar de primeira, você não é perfeito, e você vai cometer erros.
Pode acontecer de uma ou duas vezes durante a sua vida, você conseguir testar alguma coisa e esta coisa funcionar de primeira, mas eu não faria com que a minha felicidade dependesse disto, por que esta é uma situação bastante incomum.
Beleza, e o que uma coisa tem a ver com a outra?
Se você vai cometer erros, você vai precisar descobrir o que você fez de errado, e muitas das vezes, isto não vai ser fácil, e o seu melhor amigo para esta situação, a melhor ajuda que você vai conseguir, não vai ser do seu colega do lado, por mais Nerd que ele seja, vai ser a mensagem de erro/stack trace/memory dump que vai salvar a sua pele nesta situação.
Se o seu colega Nerd for te ajudar, provavelmente, ele vai perguntar: “Qual foi o erro?”
E se preste atenção nesta listinha de respostas:
Estas são resposta inválidas, e provavelmente vão fazer o seu colega, que poderia te ajudar, ficar bastante chateado, e te ajudar com má vontade.
Para resolver este problema, você precisa aprender a ler estas mensagens de erro, isto vai te poupar muito tempo, e tudo o que poupa tempo, acaba te tornando mais produtivo, se tu for mais produtivo, o teu chefe vai gostar mais de ti, e tu vai ganhar mais, se tu for mais produtivo, tu vai terminar o que tem que fazer mais rápido, e por conseqüência, vai pra casa mais cedo
A leitura de mensagens de erro, seja qual for a encarnação, requer quatro coisas:
Algumas vezes, apenas ler a mensagem ja resolve o problema, como neste exemplo que peguei por ai na web:
INFO 13:37:20 [org.hibernate.connection.ConnectionProviderFactory] - Initializing connection provider: org.springframework.orm.hibernate3.LocalDataSourceConnectionProvider WARN 13:37:41 [org.hibernate.util.JDBCExceptionReporter] - SQL Error: 17002, SQLState: null ERROR 13:37:41 [org.hibernate.util.JDBCExceptionReporter] - Io exception: The Network Adapter could not establish the connection WARN 13:37:41 [org.hibernate.cfg.SettingsFactory] - Could not obtain connection metadata java.sql.SQLException: Io exception: The Network Adapter could not establish the connection at oracle.jdbc.driver.DatabaseError.throwSqlException(DatabaseError.java:125) at oracle.jdbc.driver.DatabaseError.throwSqlException(DatabaseError.java:162) at oracle.jdbc.driver.DatabaseError.throwSqlException(DatabaseError.java:274) at oracle.jdbc.driver.T4CConnection.logon(T4CConnection.java:328) at oracle.jdbc.driver.PhysicalConnection.(PhysicalConnection.java:361) at oracle.jdbc.driver.T4CConnection. (T4CConnection.java:151) at oracle.jdbc.driver.T4CDriverExtension.getConnection(T4CDriverExtension.java:32) at oracle.jdbc.driver.OracleDriver.connect(OracleDriver.java:595) at java.sql.DriverManager.getConnection(DriverManager.java:525) at java.sql.DriverManager.getConnection(DriverManager.java:140) at org.springframework.jdbc.datasource.DriverManagerDataSource.getConnectionFromDriverManager(DriverManagerDataSource.java:291) at org.springframework.jdbc.datasource.DriverManagerDataSource.getConnectionFromDriverManager(DriverManagerDataSource.java:277) at org.springframework.jdbc.datasource.DriverManagerDataSource.getConnectionFromDriverManager(DriverManagerDataSource.java:259) at org.springframework.jdbc.datasource.DriverManagerDataSource.getConnection(DriverManagerDataSource.java:241) at org.springframework.orm.hibernate3.LocalDataSourceConnectionProvider.getConnection(LocalDataSourceConnectionProvider.java:80) at org.hibernate.cfg.SettingsFactory.buildSettings(SettingsFactory.java:72) at org.hibernate.cfg.Configuration.buildSettings(Configuration.java:1859) at org.hibernate.cfg.Configuration.buildSessionFactory(Configuration.java:1152) at org.springframework.orm.hibernate3.LocalSessionFactoryBean.newSessionFactory(LocalSessionFactoryBean.java:800) at org.springframework.orm.hibernate3.LocalSessionFactoryBean.afterPropertiesSet(LocalSessionFactoryBean.java:726) at org.springframework.beans.factory.support.AbstractAutowireCapableBeanFactory.invokeInitMethods(AbstractAutowireCapableBeanFactory.java:1059) at org.springframework.beans.factory.support.AbstractAutowireCapableBeanFactory.createBean(AbstractAutowireCapableBeanFactory.java:363) at org.springframework.beans.factory.support.AbstractBeanFactory.getBean(AbstractBeanFactory.java:226) at org.springframework.beans.factory.support.AbstractBeanFactory.getBean(AbstractBeanFactory.java:147) at org.springframework.beans.factory.support.DefaultListableBeanFactory.preInstantiateSingletons(DefaultListableBeanFactory.java:269) at org.springframework.context.support.AbstractApplicationContext.refresh(AbstractApplicationContext.java:320) at org.springframework.context.support.ClassPathXmlApplicationContext. (ClassPathXmlApplicationContext.java:87) at org.springframework.context.support.ClassPathXmlApplicationContext. (ClassPathXmlApplicationContext.java:72) at org.springframework.test.AbstractSpringContextTests.loadContextLocations(AbstractSpringContextTests.java:121) at org.springframework.test.AbstractDependencyInjectionSpringContextTests.loadContextLocations(AbstractDependencyInjectionSpringContextTests.java:210) at org.springframework.test.AbstractSpringContextTests.getContext(AbstractSpringContextTests.java:101) at org.springframework.test.AbstractDependencyInjectionSpringContextTests.setUp(AbstractDependencyInjectionSpringContextTests.java:178) at junit.framework.TestCase.runBare(TestCase.java:125) at junit.framework.TestResult$1.protect(TestResult.java:106) at junit.framework.TestResult.runProtected(TestResult.java:124) at junit.framework.TestResult.run(TestResult.java:109) at junit.framework.TestCase.run(TestCase.java:118) at junit.framework.TestSuite.runTest(TestSuite.java:208) at junit.framework.TestSuite.run(TestSuite.java:203) at org.eclipse.jdt.internal.junit.runner.junit3.JUnit3TestReference.run(JUnit3TestReference.java:128) at org.eclipse.jdt.internal.junit.runner.TestExecution.run(TestExecution.java:38) at org.eclipse.jdt.internal.junit.runner.RemoteTestRunner.runTests(RemoteTestRunner.java:460) at org.eclipse.jdt.internal.junit.runner.RemoteTestRunner.runTests(RemoteTestRunner.java:673) at org.eclipse.jdt.internal.junit.runner.RemoteTestRunner.run(RemoteTestRunner.java:386) at org.eclipse.jdt.internal.junit.runner.RemoteTestRunner.main(RemoteTestRunner.java:196)
Como pode ser visto na linha 5, os stack traces no Java, começam sempre pelo nome completo da classe da última exceção gerada, seguida imediatamente pela mensagem de erro, separadas por “:”.
No caso deste exemplo, precisamos apenas acreditar que não foi possível conectar no banco de dados, ocorreu algum problema de rede.
Isto nos leva a um ponto que você vai descobrir sozinho quando trabalhar com oracle por um tempo, eles não ajudam muito a descobrir qual o problema ![]()
Acredito que este erro tenha ocorrido por problemas de configuração da conexão com o banco de dados ou então problemas com o banco de dados real …
Mas este stack esta aqui só pra eu poder reclamar um pouquinho da Oracle ![]()
Não serve como um exemplo do que eu quero mostrar para vocês (que tiveram paciência de ler até aqui);
Vejam este outro stack que eu gerei de propósito como exemplo:
Exception in thread "main" java.lang.NullPointerException at java.io.File.(File.java:222) at utils.urubatan.StackTraceReadingExample.readConfigurationFromFileName(StackTraceReadingExample.java:29) at utils.urubatan.StackTraceReadingExample.readConfiguration(StackTraceReadingExample.java:25) at utils.urubatan.StackTraceReadingExample.verifyConfiguration(StackTraceReadingExample.java:21) at utils.urubatan.StackTraceReadingExample.connectAndExecuteQuery(StackTraceReadingExample.java:17) at utils.urubatan.StackTraceReadingExample.main(StackTraceReadingExample.java:11)
Na linha 1, já temos um erro bastante comum, e se você ler isto, olhar para o seu colega do lado, e reclamar que o seu codigo gera um NullPointerException sem dizer o que esta acontecendo, por favor, desista de programar agora, antes que você fique realmente frustrado, ou se for muito insistente, coloque o seu amigo na cadeira de um psicólogo achando que trabalha com retardados ![]()
Este stack é até bem fácil, e serve para demonstrar o que eu quero …
Para ler um Stack trace, comece a ler de traz para frente, ou seja, leia normalmente de cima para baixo, e pare de ler na primeira linha em que o nome da classe pertencer ao seu projeto.
Neste caso, isto ocorre na linha 3 do stack trace: utils.urubatan.StackTraceReadingExample.readConfigurationFromFileName(StackTraceReadingExample.java:29)
Onde podemos ver que o erro esta sendo gerado no método “readConfigurationFromFileName”, da classe “StackTraceReadingExample”, na linha 29 do arquivo “StackTraceReadingExample.java”, ou seja, para corrigir o problema vamos para esta linha ver o que acontece lá, segue o código do exemplo:
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 | package utils.urubatan; import java.io.File; import java.io.FileReader; import java.io.IOException; import java.util.Properties; public class StackTraceReadingExample { public static void main(String[] args) throws IOException { StackTraceReadingExample ex = new StackTraceReadingExample(); ex.connectAndExecuteQuery(); } private String fileName; private Properties configuration; private void connectAndExecuteQuery() throws IOException { verifyConfiguration(); } private void verifyConfiguration() throws IOException { readConfiguration(); } private void readConfiguration() throws IOException { readConfigurationFromFileName(fileName); } private void readConfigurationFromFileName(String theFileName) throws IOException { FileReader fr = new FileReader(new File(theFileName)); createEmptyConfigurationIfNeeded(); configuration.load(fr); fr.close(); } private void createEmptyConfigurationIfNeeded() { if (configuration == null) { configuration = new Properties(); } } } |
Na linha informada, a única variável que esta sendo utilizada é o nome do arquivo, que se formos ler o código, realmente nunca foi inicializado, para resolver este problema, basta que alteremos a linha 13 para inicializar a variável para algum nome de arquivo, vou adicionar: = “teste.config” e vamos ver o que acontece.
Depois desta alteração continuamos com um erro, e este stack continua bastante simples, mas é um pouco mais complicado que o anterior:
Exception in thread "main" java.io.FileNotFoundException: teste.config (The system cannot find the file specified) at java.io.FileInputStream.open(Native Method) at java.io.FileInputStream.(FileInputStream.java:106) at java.io.FileReader. (FileReader.java:55) at utils.urubatan.StackTraceReadingExample.readConfigurationFromFileName(StackTraceReadingExample.java:29) at utils.urubatan.StackTraceReadingExample.readConfiguration(StackTraceReadingExample.java:25) at utils.urubatan.StackTraceReadingExample.verifyConfiguration(StackTraceReadingExample.java:21) at utils.urubatan.StackTraceReadingExample.connectAndExecuteQuery(StackTraceReadingExample.java:17) at utils.urubatan.StackTraceReadingExample.main(StackTraceReadingExample.java:11)
Agora o erro esta na 5a linha do stack, que é a primeira linha com código fonte da aplicação …
Esta é a técnica básica para ler stack traces:
Com estes passos, os stack traces vão te ajudar bastante, algumas IDEs como o Eclipse por exemplo, imprimem os stack clicaveis no console, ou seja, você clica em uma linha do stack trace, e o eclipse abre o arquivo, na linha em que o erro ocorreu.
Estes passos servem também para builds ANT, para programas escritos em action script (Flash ou Flex), para programas escritos em Ruby, incluindo o Rails.
E com pequenas adaptações, funciona também para C++, C, qualquer outra linguagem que gere algo parecido com um stack trace.
Agora uma perguntinha, só pra não perder o costume, você que leu até aqui, acha que valeu a pena a leitura? tem algum colega que você gostaria de poder obrigar a ler isto? ou tem algum exemplo que não se enquadra no que eu escrevi?
Eu tenho alguns amigos que eu gostaria de obrigar a ler isto, ou então abrir a cabeça e jogar isto para dentro, mas infelizmente eu não posso fazer isto.
Se você acha que o texto ficou bom, indique a leitura, se acha que precisa melhorar alguma coisa, deixe nos comentários que eu incorporo a melhoria no texto do post
PS.: este versionamento de posts do WP até que é legal, apaguei tudo sem querer, e acho que consegui recuperar legal com ele
Tags: lprodjava
Por mais que você seja um excelente programador, que todo o seu código funcione perfeitamente na primeira vez em que é executado (o que eu acho bem pouco provável que aconteça), por mais que você conheça pouco do código do sistema, ou por qualquer outro motivo que você possa lembrar agora ou daqui a 10 anos.
Em código que esta funcionando se mexe sim!
Mas por que estou dizendo isto? Porque se você fizer como eu, e de vez em quando, mas só de vez em quando para não ficar muito decepcionado consigo mesmo, pegar algum código que você escreveu no mês passado, ou a seis meses atrás, ou a um, dois, cinco ou dez anos, você vai achar este código muito mal escrito, mal organizado, feio, escrito por alguém que ainda precisava aprender tudo o que você aprendeu neste intervalo.
Se isto não acontecer com você, com certeza você está se tornando um programador medíocre que não aprendeu absolutamente nada neste intervalo, que não está melhor hoje do que era na semana passada, ou no mês passado ou no ano passado.
Esta sensação de que o código velho é ruim, não quer dizer que você era um programador ruim, é apenas o sinal de que você se esforçou e que hoje você é muito melhor do que era quando escreveu aquele código.
Ok, e o que isto tem a ver com este post? Tudo!
Se este código velho faz parte de algum sistema, biblioteca, projeto ou qualquer coisa do gênero que você não trabalha mais, deixe da forma como está, as pessoas que estão trabalhando nele agora que se preocupem com ele. Mas se ao contrário ele ainda faz parte de um código que você evolui dia a dia, então é sua responsabilidade fazer com que este código velho e maltrapilho, escrito por você ou não, evolua também, pelo menos o suficiente para não atrapalhar o código novo, escrito por este programador muito melhor do que aquele que escreveu o lixo que está sob seus olhos, mesmo que este tenha sido você ontem.
E este ato de piedade, generosidade e auto compaixão, é chamado de refactoring.
Ou seja, você vai fazer com que o código legado, melhore, seja mais testável, mais estável, mais bonito, sem quebrar todo o resto do sistema que já depende daquele pedaço de lixo que você escreveu no passado ![]()
E por que isto é também um ato de “auto compaixão”? Porque como eu ouvi um amigo comentar várias vezes, assim você esta diminuindo a quantidade de problemas legados que você vai ter que lidar no futuro próximo.
Segundo a wikipedia: Refatoração (do inglês Refactoring) é o processo de modificar um sistema de software para melhorar a estrutura interna do código sem alterar seu comportamento externo.
Segundo o papa: Refatoração é uma técnica disciplinada para reestruturar um corpo de código existente, alterando a sua estrutura interna sem alterar o seu comportamento externo. O coração da técnica é uma série de pequenas transformações preservando o comportamento. Cada transformação (chamada de refactoring) faz um pouco, mas uma série de transformações podem produzir um resultado significante para a qualidade do sistema. Já que cada refatoração é pequena, é menos provável que ela cause algum problema. O sistema é mantido 100% funcional depois de cada refactoring. Reduzindo as chances de algum problema grave no sistema no final da reestruturação.
Basicamente se você acha que pode melhorar o código, isto já vale o rafactoring. Você achar que pode melhorar o código quer dizer que você esta sentindo que tem alguma coisa errada com ele, mesmo que você não tenha muita certeza de o que esta errado. Isto só quer dizer que você já aprendeu mais coisas depois que escreveu o código que esta lendo agora.
Mas podemos também formalizar isto um pouco, ou seja, definir alguns pontos nos quais todos concordam haver problemas no código, estes servem como argumento inclusive para você dizer que o código dos outros não esta muito bom, ou para você ter certeza de que o seu esta um lixo logo depois que escreve-lo.
Os nomes em inglês estão ali por que eu não inventei isto, eu retirei esta pequena lista do livro do Fowler sobre rafactoring, também referenciado como “a biblia” pelo menos por mim
Ok, agora que você já sabe como identificar alguns problemas (é fácil, é só você achar que hoje sabe mais do que ontem
), vamos ver algumas soluções engarrafadas, prontinhas para beber, ou utilizar na sua IDE preferida (todas as IDEs Java hoje em dia possuem um suporte muito bom para refactorings).
Claro que estes não são os únicos refactorings existentes, esta é apenas parte da lista que pode ser encontrada no site do livro de refactorings do Martin Fowler. Apenas as descrições foram escritas por mim, e mesmo no site, ou no livro do Fowler você não vai encontrar uma lista completa, por que é bem possível que outro refactoring seja criado hoje ou amanha, o importante é entender a idéia.
Uma das coisas boas de ótimas idéias é que muita gente gosta delas, e acaba copiando.
Em algum momento do passado remoto do desenvolvimento java, quando as boas IDEs eram todas pagas, o pessoal da JetBrains, leu “a biblia” e disse: Que o IntelliJ IDEA ajude os desenvolvedores a fazerem os rafactorings para que o código se torne bonito e legível. E assim fez o IntelliJ IDEA.
Algum tempo depois, o eclipse copiou a idéia e passou a suportar muitos refactorings também, e hoje em dia o NetBeans também suporta muitos refactorings, e assim o desenvolvedor vive feliz podendo ser produtivo com a sua IDE favorita.
Eu adoro o IntelliJ IDEA, mas utilizo muito mais o eclipse, e algumas vezes até o NetBeans.
Todas as 3 IDEs suportam refactorings, e até o VIM e o Emacs suportam refactorings, mas não se iludam desenvolvedores Java, o pessoal da microsoft viu que isto era bom, e também adicionou suporte a diversos refactorings no visual studio, por tanto vocês não são mais os únicos com boas ferramentas.
Então respondendo a pergunta do título, não precisa decorar tudo, e não precisa fazer tudo na unha não, mas por favor, decore pelo menos os atalhos para os refactorings suportados pela sua IDE, o seu código agradece.
Outro dia eu coloco uma lista de atalhos de cada IDE para alguns refactorings por aqui (se der tempo
)
Um dos valores do Extreme Programming é a coragem, e este valor é necessário para se refatorar o código por exemplo, a probabilidade de o seu código parar de funcionar depois de um refactoring com a ajuda da sua IDE é bem pequena, um refactoring manual é mais arriscado, mas o código limpo bonito e funcional vale o risco.
Outra coisa, para diminuir o risco, escreva testes para o seu código sempre, com os testes, você tem algo para garantir que você não quebrou nada enquanto estava refatorando.
Mas se o mariquinhas ai não tem coragem de mexer no próprio código, pode continuar escrevendo código mediocre por ai, deve ter alguem com coragem o suficiente para fazer um trabalho decente e entregar código de qualidade na sua empresa, só espero que o seu chefe não se preocupe muito com qualidade, se não o teu medinho vai custar o teu emprego, por que com certeza, esta tua frescura já ta custando a qualidade do teu trabalho sua franguinha!
Sem brincadeiras agora, nem toda hora é hora de refatorar, nem todo refactoring vale a pena, nem sempre se tem tempo para melhorar o que já esta pronto, mas ler o código e saber o que pode ser melhorado, e como melhora-lo vai garantir que você faça menos porcaria no futuro, pelo menos comigo isto funciona
Tags: lprodjava, produtividade, refactoring
Foram publicadas as fotos do Porto Alegre Agile Weekend 2009.
Tem até algumas fotos do gordo que vos escreve palestrando ![]()
Aqui, aqui e aqui.
Eu só não sei quem foi o fotografo, que quase não tirou fotos das moças da recepção ![]()
Bom, era isto, falta do que escrever é algo complicado
Tags: agileweekend, palestra
E seguindo com a temporada de eventos 2009 recem aberta, como falei do Agileweekend e do FISL 10. Agora é a vez do Just Java 2009, um dos maiores e mais tradicionais eventos sobre Java do brasil abrir a chamada de trabalhos e as inscrições para participantes.
O Just Java foi o primeiro evento sobre java que assisti ainda em 2002, e foi o segundo em que palestrei, acho que em 2003 se não me engano.
O evento sempre foi muito bom, e la eu conheci muitos dos que eu considero como meus amigos hoje, e continuo conversando via internet. Foi la que encontrei pela primeira vez pessoalmente o pessoal do GUJ (um dos melhores, se não o melhor, forum sobre java em protugues).
Resumindo a história, o Just Java, além de ser um dos maiores eventos sobre java, é também um dos melhores, se não o melhor evento sobre Java do Brasil.
Recomendo a participação a todos os que tiverem a oportunidade.
Este ano não vou palestrar la por que meu filho esta quase nascendo e não quero viajar muito (Já vou participar do Web Days, daqui a uns dias escrevo um post sobre isto, assim que o evento tiver um local definido).
Uma outra coisa espetacular do Just Java é que o pessoal do Sou Java sempre tenta deixar espaço para quem esta começando a palestrar, quem quer começar a mostrar seu trabalho, eles sempre deixam alguns espaços para quem nunca palestrou no evento, e as vezes quem nunca palestrou em lugar algum, então, se você conhece bastante sobre algum assunto, ou se esta estudando muito sobre um determinado assunto, envie uma proposta de palestra, é sempre melhor alguem que recem aprendeu fazer uma palestra para iniciantes, por que quem ja usa uma tecnologia a muito tempo normalmente não tem paciência para falar das cosias mais básicas, e as vezes nem lembra mais pois muita coisa se tornou automática.
Então se você acha que tem do que falar, tente falar, no máximo a proposta não vai ser aceita, não é nada pessoal, é que eles realmente recebem muitas propostas, e se a sua proposta for aceita, no máximo você vai ficar conhecido por uma boa parte da comunidade Java do Brasil.
Só para finalizar: participe do Just Java 2009, seja assistindo as palestras ou fazendo uma palestra.
O evento vai ocorrer de 15 a 17 de setembro no SENAC Santo Amaro em SP.
PS.: Este post esta sem o logo do evento por que no site o logo esta dentro de um Flash. Se alguem do Sou Java vir este post me passe por favor o logo para eu poder atualizar o post
A algum tempo atrás eu disse que nunca mais iria fazer uma prova de certificação Beta, mas como eu disse neste post, no final do ano passado eu fiz a versão Beta da nova certificação da SUN “Sun Certified Developer for Java Web Services 5″.
Uma das coisas chatas de uma prova beta é que leva mais de 6 semanas para darem o resultado da prova, e hoje fui acessar o site da prometric para ver o resultado (como tenho feito uma vez por semana a algum tempo) e eu passei na prova
Isto quer dizer que eu tenho mais algumas letras sem muita utilidade para enfeitar o meu currículo (SCDJWS)
Eu sei que certificações não provam nada, ainda mais com provas difíceis como esta, em que eu esqueci da prova e não estudei nada (o que prova que com o conhecimento adquirido no trabalho é possível passar em uma prova de certificação), mas mesmo assim, foi uma prova que levei 3 horas para fazer, então merece pelo menos um post no blog de comemoração
.
Tags: certificação, Java
O nome é complicado mesmo, o nome da biblioteca é “Profiglacy“. O nome da biblioteca veio de um SPAM recebido pelo Zed Shaw e ele utiliza esta biblioteca para escrever um programa de nome iHate, que é um cliente para um protocolo parecido com IRC, mas com algumas coisas mais divertidas.
O JRuby é uma implementação da linguagem Ruby para rodar na JVM. Uma das vantagens de uma implementação de Ruby rodando em uma JVM é a possibilidade de tirar proveito de todas as outras coisas que também rodam na JVM.
Exemplos disto são o acesso a EJBs a partir de aplicações Ruby, utilização de código Legado Java, acesso a diversas bibliotecas que já existem para Java e ainda não existem para Ruby.
Outra grande vantagem é a possibilidade de escrever UIs utilizando SWING que é um dos frameworks para UI mais completos disponíveis hoje em dia, mas que quando utilizado com java, tem uma possibilidade muito grande de criar um código horrível.
E para solucionar este problema existe o Profiglacy, que é uma biblioteca Ruby para facilitar a utilização de SWING quando se esta trabalhando com o JRuby.
E neste pequeno tutorial vou criar uma aplicação simples utilizando esta biblioteca. A proposta é um Gerenciador de Tarefas bem simples, mas antes vamos ver do que estamos fugindo …
Criar UI em Java é muito flexível mas muito trabalhoso, o SWING é poderoso mas muito verboso, e a própria natureza do Ruby ja melhora um pouco isto, veja o código abaixo:
1 2 3 4 5 6 | require 'java' @frame = javax.swing.JFrame.new "Old Way, using only SWING from Ruby" @frame.add(@lbl1 = javax.swing.JLabel.new("Master Title")) @frame.pack @frame.visible = true |
Isto vai criar um jframe com um label, mas ainda assim iriamos precisar de todos aqueles gerenciadores de layout, além de ser necessário também atrelar a ordem de criação dos objetos a posição deles no layout, mas para tudo há uma solução.
O modo padrão de trabalho do Profiglacy melhora isto apenas um pouco, então vamos começar direto com a utilização da Layout Expression Language criada para utilização na biblioteca. É basicamente uma forma fácil de se utilizar um GridLayout …
O layout vai ser definido como uma String, o formato desta string é bastante simples:
E é isto, simples assim …
Segue um exemplo para facilitar o entendimento:
1 2 3 4 5 | [ <lbl_proj | cmb_project ] [ <lbl_activ | cmb_activ ] [ <lbl_date | inpt_date ] [ <lbl_hour | inpt_hour ] [ <lbl_description | (300,200)txt_description ] |
Este código define um Grid Layout de 5 linhas por duas colunas, todos os componentes da esquerda estão também alinhados a esquerda e o último componente da direita tem 300 pixels de largura por 200 de altura.
Agora algum de vocês se anima a escrever o código em java para montar isto? Não precisa nem usar o Grid Layout, garanto que vai ficar bem maior.
Claro que as vezes o LEL (Layout Expression Language) não é suficiente, mas para mim parece que isto torna 80% dos casos bastante simples, e quando for necessário isto sempre pode ser combinado com código padrão …
Deem uma olhada no código abaixo, é criada uma UI simples, combinando paineis.
O primeiro painel definido por “main_layout” organiza os grupos de componentes, o primeiro componente recebe um label e os outros dois recebem paineis, criados com LEL mas poderiam ser criados utilizando JPanel.new sem maiores problemas.
TaskManager.rb
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 51 52 53 54 | require 'java' require 'rubygems' require 'profligacy/swing' require 'profligacy/lel' module TaskManager class UI include_package 'javax.swing' include_package 'java.awt' include_package 'javax.swing.border' include Profligacy def initialize(title) main_layout = "[main_label][inputs][buttons]" layout = %Q{ [ <lbl_proj | cmb_project ] [ <lbl_activ | cmb_activ ] [ <lbl_date | inpt_date ] [ <lbl_hour | inpt_hour ] [ <lbl_description | (300,200)txt_description ] } @ui = Swing::LEL.new JFrame, main_layout do |c,i| c.main_label = JLabel.new "Information About New Entry" c.inputs = Swing::LEL.new JPanel, layout do |d,i| d.lbl_proj = JLabel.new "Project" d.cmb_project = JTextField.new d.lbl_activ = JLabel.new "Activity" d.cmb_activ = JTextField.new d.lbl_date = JLabel.new "Date" d.inpt_date = JTextField.new d.lbl_hour = JLabel.new "Hour" d.inpt_hour = JTextField.new d.lbl_description = JLabel.new "Description" d.txt_description = JTextArea.new end.build :auto_create_container_gaps => false c.buttons = Swing::LEL.new JPanel, "[button_save|button_cancel ]" do |e,i| e.button_save = JButton.new "Save" i.button_save = { :action => method(:save_clicked) } e.button_cancel = JButton.new "Cancel" end.build :auto_create_container_gaps => false end @ui.build(:args => "Simple LEL Example").default_close_operation = JFrame::EXIT_ON_CLOSE end def save_clicked(evt_type,event) puts "Test OK 2" end def self.start SwingUtilities.invoke_later proc { UI.new('My Test Frame with long title') }.to_runnable end end end |
Para executar o código precisamos apenas de um arquivo Ruby para chamar o método “start” definido na classe UI, claro que poderiamos ter utilizado o mesmo arquivo .rb, mas isto iria diminuir a possibilidadede reutilização daquele código, então criei o arquivo abaixo:
starter.rb
1 2 3 | require 'TaskManager' TaskManager::UI.start |
Pronto, com este super mini tutorial, você ja pode escrever muito menos código para definir as suas interfaces Java de hoje em diante, para isto só precisa programar em Ruby
Cada vez mais me convenço que o melhor cenário é utilizar java como Plataforma em vez de como Linguagem
PS.: Eu sei que faltou explicar toda a parte de eventos, mas se não for possível inferir isto do exemplo apresentado, postem perguntas nos comentários que escrevo mais algo detalhado sobre isto (isto vai servir também pra ver se alguem lê o que eu escrevo aqui
)
Tags: artigo, Java, jruby, passo a passo, profiglacy, Ruby, step by step, swing, UI
Yeap, exatamente isto, a dica ta meio atrasada, mas só me registrei para fazer a prova hoje.
Para quem já tem a certificação SCJP (Sun Certified Java Programmer), pode fazer até o próximo dia 10/12/2008 “di gratis” a prova beta da nova certificação da SUN.
Não acredito que certificação prove alguma coisa, mas sempre ajuda colocar mais uma sigla no currículo, já que as empresas gostam delas por algum motivo
Quem quiser se inscrever, basta ligar para qualquer centro prometric ou acessar a página da prometric diretamente, não é necessário um voucher paraesta prova.
O conteúdo que estão pedindo não é nada demais para quem já trabalha com web services, segue o outline:
Mais informações na página da certificação.
Depois da prova (vou fazer dia 10) eu posto o que achei das questões por aqui.
Tags: certificação, Java, Java EE
Continuando com a seqüência de posts com títulos polêmicos que comecei dizendo que “Comentário no código é para os fracos“, segue um curso básico de refactoring para quem é pobre (por que vou utilizar o eclipse que é uma excelente IDE e alem de tudo é “di grátis”), e preguiçoso, por que o eclipse vai fazer quase todo o trabalho para nós.
O ponto de partida vai ser o “exercício” que deixei no final do post sobre comentários no código.
Par quem não quiser ler todo o outro post, o código inicial vai ser este abaixo:
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 51 52 53 54 55 56 57 58 59 60 61 62 63 64 65 66 67 68 69 70 71 72 73 74 75 76 77 | package blog; import java.io.BufferedReader; import java.io.File; import java.io.FileNotFoundException; import java.io.FileReader; import java.io.FileWriter; import java.io.IOException; public class VeryBadlyNamedFile { private static final char[] asdfg = new char[] {'I', ' ', 'c', 'a', 'n', ' ', 'd', 'o', ' ', 'v', 'e', 'r', 'y', ' ', 'u', 'g', 'l', 'y', ' ', 'c', 'o', 'd', 'e'}; private String an; private BufferedReader rfsdw; private FileReader temp; public VeryBadlyNamedFile(String an, BufferedReader rfsdw, FileReader temp) { super(); this.an = an; this.rfsdw = rfsdw; this.temp = temp; } public void doIt() throws IOException { ctfiidne(); startDoing(); try { canIDoAnyThing(); } catch (RuntimeException yicdet) { nowReallyDoIt(); } } private void nowReallyDoIt() { firstDoTheOtherThing(); reallyDoItInternal(); } private void firstDoTheOtherThing() { rfsdw = new BufferedReader(temp); } private void reallyDoItInternal() { while (true) { try { imDoingIt(); } catch (Exception e) { break; } } } private void imDoingIt() throws Exception { String s = rfsdw.readLine(); if (s == null) throw new Exception("hahaha, I bet you did not understood the code"); System.out.println(s); } private void ctfiidne() throws IOException { File a = new File(an); if (!a.exists()) { FileWriter wrfedsd = new FileWriter(a); wrfedsd.write(asdfg); wrfedsd.close(); } } private void canIDoAnyThing() { if (new File(an).exists() && new File(an).canRead() && new File(an).canWrite()) throw new RuntimeException(); } private void startDoing() throws FileNotFoundException { File f = new File(an); temp = new FileReader(f); } } |
Antes de começar o refactoring, vamos definir o que é refactoring de uma forma bem simples:
Refactoring = Alterar partes do código de uma aplicação sem quebrar outras partes da aplicação que dependam daquele código.
Refactoring é uma forma de melhorar o design de um código existente enquanto ele continua funcionando.
Gosto muito de uma frase espetacular do Fowler, um dos papas do desenvolvimento ágil, que coloco abaixo:
“Any fool can write code that a computer can understand. Good programmers write code that humans can understand.”
-Martin Fowler et al, Refactoring: Improving the Design of Existing Code, 1999
Nos vamos utilizar os recursos de refactoring do Eclipse para transformar este lixo acima em alguma coisa legível, mantendo exatamente o mesmo comportamento, ou seja, sem quebrar o código que já funciona.
Para facilitar o trabalho, este tutorial (se é que pode ser chamado de tutorial), vai ser um simples “passo a passo” que eu utilizei para alterar este código no Eclipse, que é a minha segunda IDE preferida (a melhor de todas na minha opinião é o IntelliJ IDEA, mas se eu utilizasse este, não seria um tutorial para quem é pobre
)
Siga os passos abaixo:
1 | fileLineReader.useDelimiter("\n"); |
1 2 3 4 5 6 7 8 9 | Iterable<String> lineIterator = new Iterable<String>(){ @Override public Iterator<String> iterator() { return fileLineReader; } }; for(String line : lineIterator){ System.out.println(line); } |
1 2 3 4 5 6 7 | File file = new File(fileName); boolean fileExists = file.exists(); if (!fileExists) { FileWriter fileWriter = new FileWriter(file); fileWriter.write(conteudoPadraoParaNovoArquivo); fileWriter.close(); } |
Pronto, o Eclipse acabou de nos ajudar a ter um código menos porco na classe do post sobre comentários de código.
Claro que o código ainda não esta nenhum primor, mas a idéia deste post era mostrar que é possível utilizar recursos da IDE para facilitar o refactoring de código porco quando este for encontrado.
E não se iluda, se você estuda para melhorar o seu conhecimento sobre desenvolvimento e ser um profissional cada vez melhor, provavelmente o código que você escreveu a dois meses atrás você ache muito ruim hoje.
Só para finalizar o post, o seu código deve ter ficado parecido com este:
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 51 52 53 54 55 56 57 58 59 60 61 62 63 64 65 66 67 68 69 70 71 | package blog; import java.io.File; import java.io.FileNotFoundException; import java.io.FileWriter; import java.io.IOException; import java.util.Iterator; import java.util.Scanner; public class TextFileToScreenPrinter { private static final char[] standardContentForNewFiles = new char[] {'I', ' ', 'c', 'a', 'n', ' ', 'd', 'o', ' ', 'v', 'e', 'r', 'y', ' ', 'u', 'g', 'l', 'y', ' ', 'c', 'o', 'd', 'e'}; private String fileName; private Scanner fileLineReader; public TextFileToScreenPrinter(String fileName) { super(); this.fileName = fileName; } public void doIt() throws IOException { ensureFileAlreadyExists(); abortIfCanNotReadOrWriteFile(); printEachLineFromFileToConsole(); } private void printEachLineFromFileToConsole() throws FileNotFoundException { createLineReader(); forEachLineInTheFilePrintItOnTheScreen(); } private void createLineReader() throws FileNotFoundException { fileLineReader = new Scanner(new File(fileName)); fileLineReader.useDelimiter("\n"); } private void forEachLineInTheFilePrintItOnTheScreen() { Iterable<String> linesInTheFile = initializeLineIteratorFromLineReader(); for(String line : linesInTheFile){ System.out.println(line); } } private Iterable<String> initializeLineIteratorFromLineReader() { Iterable<String> lineIterator = new Iterable<String>(){ @Override public Iterator<String> iterator() { return fileLineReader; } }; return lineIterator; } private void ensureFileAlreadyExists() throws IOException { File file = new File(fileName); boolean fileExists = file.exists(); if (!fileExists) { FileWriter fileWriter = new FileWriter(file); fileWriter.write(standardContentForNewFiles); fileWriter.close(); } } private void abortIfCanNotReadOrWriteFile() { boolean fileExists = new File(fileName).exists(); boolean canReadTheFile = new File(fileName).canRead(); boolean canWriteToTheFile = new File(fileName).canWrite(); if (!fileExists && !canReadTheFile && !canWriteToTheFile) throw new RuntimeException(); } } |
E o atalho de teclado mais mágico de todos é:
COMMAND+SHIFT+L (CTRL+SHIFT+L em PCs) -> Lista os atalhos de teclado.
Acho que isto já esta bom para começar, se você for realmente um preguiçoso inteligente (o tipo que passa um pouco mais de tempo pensando para ter uma solução melhor agora e trabalhar menos no futuro), provavelmente você vai prestar atenção nos menus do eclipse e vai ir decorando as teclas de atalho com o tempo
PS.: Será que alguém vai ficar ofendido com o titulo deste post e vai ficar reclamando que não é pobre ou não é preguiçoso?
Tags: Eclipse, Java, livro2, refactoring